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A Procissão de São Roque
A imagem captura uma procissão em honra a São Roque, tradicionalmente invocado como protetor contra pestes e epidemias.
No início do século XX, essas manifestações de fé eram os eventos sociais mais importantes da cidade, reunindo todas as classes sociais.
Note a presença central das crianças vestidas de anjos, com asas e túnicas brancas, além de uma jovem representando uma figura religiosa (possivelmente uma santa ou freira) à frente.
Essa era uma característica marcante das procissões da época, simbolizando a pureza e a devoção das famílias.
A Avenida dos Andradas aparece aqui em seus primórdios, ainda com calçamento de pedras irregulares.
É possível observar ao fundo a arquitetura das casas de porta e janela, típicas do período, e a arborização que começava a dar o tom residencial e elegante da via.
O cortejo se dava nos arredores da histórica Capela de São Roque, um marco religioso da região que, junto com a influência dos Redentoristas, ajudou a moldar a identidade católica dessa parte da cidade.
A colorização ajuda a destacar o contraste entre o branco das vestes das crianças e os tons escuros e sóbrios dos ternos dos homens e vestidos das mulheres que acompanham o cortejo.
Chapéus eram itens indispensáveis na indumentária masculina daquele tempo.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Biblioteca Redentorista

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Essa imagem é um registro precioso de um dos momentos de maior fervor religioso na história de Juiz de Fora.
A fotografia, pertencente ao acervo de Humberto Ferreira, captura a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima à cidade em abril de 1953.
A visita da imagem original, vinda de Portugal, causou uma comoção sem precedentes.
Relatos da época indicam que milhares de pessoas se comprimiam nas ruas, desde a chegada na estação ferroviária (ou aeroporto, dependendo do trecho) até a Catedral Metropolitana.
Como vemos na foto, era tradição que crianças e jovens se vestissem de anjos para acompanhar o andor.
Essas vestes brancas e coroas de flores simbolizavam a pureza e a devoção da comunidade local.
Note os postes de iluminação antigos e a vegetação ao fundo, típicos da topografia de Juiz de Fora, possivelmente em algum ponto de subida ou próximo a praças centrais onde o cortejo passava.
Em 1953, o Brasil vivia um período de intensa devoção mariana.
Juiz de Fora, sendo uma cidade de forte tradição católica e sede arquidiocesana, parou literalmente para a recepção.
A imagem peregrina percorria o mundo para levar a mensagem de Fátima após o fim da Segunda Guerra Mundial, em um contexto de busca por paz.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira

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Esta imagem de 01 de março de 1949 captura o auge da irreverência e da tradição do Carnaval de Juiz de Fora.
Naquela Terça-feira de Carnaval, Luiz Sampaio Rocha e seus amigos participavam de uma das práticas mais democráticas e divertidas da época: o bloco de sujos ou a clássica brincadeira de homens se fantasiarem de mulher.
Sendo o último dia de folia, o clima era de "entrega total". Juiz de Fora, conhecida como a "Manchester Mineira", parava suas fábricas para que a elite e o operariado se misturassem nas ruas.
Veja o detalhe das roupas.
Não eram apenas roupas femininas aleatórias; eles replicavam a moda da época com bolsas, colares de pérolas e chapéus.
Essa inversão de papéis era uma válvula de escape social muito comum e aceita apenas durante os quatro dias de reinado de Momo.
O rapaz à esquerda usa um vestido listrado típico do final dos anos 40, enquanto o ao centro exibe um visual mais "festa", com saia rodada e pérolas. Luiz Sampaio Rocha, à direita, está impecável com uma fantasia de babados (estilo baiana ou camponesa estilizada) e segura o que parece ser uma pasta ou acessório da época.
O fundo com a parede de pedras rústicas e a calçada de cimento sugere os arredores de algum casarão antigo ou clube tradicional da cidade.
Lança-Perfume: Que na época era permitido e onipresente (as famosas ampolas metálicas de Rodouro).
O rádio tocava incessantemente "Chiquita Bacana" e "O Teu Cabelo Não Nega".
Esta fotografia é um testemunho da liberdade criativa de Luiz Sampaio Rocha e seus amigos.
Em 1949, a fotografia ainda era um recurso caro, o que prova que este grupo dava grande importância ao registro de suas memórias
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha

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Essa imagem é um registro precioso da identidade social da cidade na época. Aqui estão alguns pontos históricos que ajudam a contextualizar a foto de Luiz Sampaio Rocha, O figurino que vemos na foto, com penas, faixas na cabeça e túnicas claras, remete à imensa popularidade das "Tribos" no Carnaval de Juiz de Fora. Influenciados pelo sucesso de grupos como os Caciques do Rio, era muito comum que grupos de amigos em Juiz de Fora montassem suas próprias alas ou blocos temáticos de "índios".
Note que, mesmo fantasiados, há um cuidado com a estética.
Naquela década, o Carnaval ainda guardava um ar de "evento social de rua", onde as famílias e grupos de amigos ocupavam o centro (especialmente a Rua Halfeld e a Avenida Getúlio Vargas) para ver e ser visto.
Luiz Sampaio Rocha era uma figura integrada à dinâmica cultural da cidade.
Em 1949, o lazer em Juiz de Fora orbitava muito em torno dos clubes, mas a espontaneidade dos blocos de amigos, como o registrado na imagem, era o que dava vida ao asfalto.
Esses grupos costumavam se concentrar em pontos específicos do centro antes de "sair em desfile" ou se dirigir aos bailes noturnos.
A arquitetura ao fundo da foto, com as portas de aço e as marquises de concreto, é típica das modernizações que o centro da cidade sofria naquele período.
Em 1949, o Carnaval brasileiro estava sob o impacto do samba-enredo e das marchinhas que dominavam as rádios.
É muito provável que Luiz e seus amigos estivessem cantando sucessos daquela época, como "Chiquita Bacana" (lançada para o carnaval de 49 por Emilinha Borba), que foi um dos maiores hits daquele ano.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha

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Essa imagem é um documento histórico precioso.
Ela captura o Turunas do Riachuelo em 1946, um momento de transição fascinante onde o Carnaval de elite dos corsos (como o de 1929 que vimos antes) dava lugar à força popular das escolas de samba.
À direita, vemos Armando Toschi, o Ministrinho.
Ele não era apenas um fundador; era o elo entre o samba que fervilhava no Rio de Janeiro (especialmente no bairro do Estácio) e a identidade operária de Juiz de Fora.
O fato de ele estar segurando um instrumento e com o apito na boca reforça sua liderança rítmica e musical na agremiação.
Em 1946, o mundo ainda respirava o fim da Segunda Guerra Mundial. Note o detalhe do estandarte à esquerda: "Salve! Gloriosos da FEB".
Esta é uma homenagem direta aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira.
Muitos desses soldados eram mineiros e juiz-foranos.
O Carnaval de 1946 foi marcado pelo sentimento de vitória e pelo retorno desses heróis, unindo o civismo à folia.
Os homens com camisas listradas e chapéus de palha ("canotier") remetem à malandragem carioca e à influência naval da época.
As mulheres e a jovem ao centro trazem o traje de "baiana estilizada", que se tornou obrigatório nas escolas de samba para homenagear as "tias" do samba. A riqueza dos colares e o brilho dos tecidos, que agora vemos em cores, mostram o esmero da comunidade do Riachuelo.
Ser a primeira escola de Minas e a quarta do Brasil coloca Juiz de Fora na vanguarda da cultura nacional.
Em 1946, o Turunas já não era mais apenas um bloco; era uma instituição organizada, com hierarquia, estandarte e uma identidade visual própria.
O Turunas do Riachuelo ajudou a transformar a Rua Halfeld em um verdadeiro sambódromo décadas antes de muitas capitais.
Essa foto é o registro do "pé no chão" e da elegância que definiu o samba de Juiz de Fora.
O Samba e a Vitória no Riachuelo
Feito para dançar, sorrir ou, com as melhores letras, até mesmo chorar, o samba veio para ficar em Juiz de Fora. Essa certeza é personificada por Armando Toschi, o Ministrinho (à direita na foto, com seu apito e instrumento), que junto aos seus irmãos fundou a Turunas do Riachuelo, a primeira escola de samba de Minas Gerais e a quarta em atividade no país.
Neste registro de 1946, a alegria do samba se funde ao orgulho nacional.
À esquerda, destaca-se um estandarte com os dizeres "Salve! Gloriosos da FEB", uma homenagem direta e vibrante aos nossos Pracinhas, os heróis da Força Expedicionária Brasileira que haviam retornado recentemente da campanha na Itália.
Para a comunidade do Riachuelo, celebrar o Carnaval naquele ano era também celebrar a paz e a bravura dos filhos da terra que lutaram na Europa.
A imagem sintetiza esse espírito: de um lado, o pioneirismo rítmico do Turunas, com suas baianas e malandros; do outro, o reconhecimento cívico aos soldados, unindo o som dos tamborins ao respeito à nossa história militar.
O Turunas não apenas desfilava música, mas carregava no peito e nos estandartes o sentimento de toda uma nação.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa

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O Carnaval de 1929 representa o auge de uma era de ouro para a folia de rua no Brasil, e os corsos eram o coração pulsante dessa celebração.
Para as famílias de Juiz de Fora e de outras grandes cidades, a preparação para o desfile de carros era um evento social tão importante quanto o próprio Carnaval.
A preparação começava semanas antes com a ornamentação dos carros (geralmente Ford Model T ou similares).
Os veículos eram cobertos por flores naturais, fitas de seda e papel crepom colorido.
O carro não era apenas um meio de transporte, mas uma "vitrine" social.
Muitas vezes, o capô era baixado para que as jovens pudessem se sentar na borda do banco traseiro, ficando em destaque para o público.
Como vemos no belo registro, a moda de 1929 estava em plena transição para a era Garçonne, mas com o toque romântico do Carnaval:
Leves, de seda ou organdi, com cinturas baixas e cortes que permitiam o movimento.
O uso de flores artificiais presas aos ombros e cestas com pétalas reais ou confetes era essencial.
Eram a marca registrada da elegância feminina da década de 20, servindo tanto para o estilo quanto para a proteção contra o sol durante as longas tardes de desfile.
Rolos e mais rolos que, ao final do dia, formavam um tapete colorido nas ruas.
Lança-perfume: Na época, o uso do cloreto de etila era liberado e considerado um acessório sofisticado de diversão.
Batalha de Flores: Era comum que os foliões trocassem flores entre os carros, um flerte elegante e coreografado.
É fascinante imaginar esses carros subindo e descendo a Rua Halfeld ou a Rua Direita (atual Rio Branco). O corso de 1929 foi um dos últimos antes da Grande Depressão afetar o luxo dessas celebrações, marcando o fim de uma estética extremamente refinada e bucólica do Carnaval de rua.
Aquelas duas jovens na foto, prontas para sair, carregavam não apenas flores, mas o espírito de uma época que via no Carnaval a máxima expressão da modernidade e da alegria urbana.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira

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Liderança e Folia
Doutor Fábio Neri e o Comando B3 no Sport Club
O Carnaval de Juiz de Fora sempre foi um terreno onde a política e a vida social se encontravam de forma harmônica.
Nesta memorável fotografia da década de 1960, resgatamos uma matinê infantil na sede do Sport Club Juiz de Fora, um dos pilares da nossa tradição clubística.
O registro ganha um valor inestimável com a identificação dos personagens. Vemos o Doutor Fábio Neri, figura polivalente que atuou como advogado, odontólogo e teve papel de destaque na política local.
Ao seu lado, sua esposa ajuda a comandar o entusiasmo do trio mirim conhecido como "Comando B3", cujas camisetas listradas remetem ao clássico visual de marinheiro, tão querido nas matinês da época.
Doutor Fábio Neri não foi apenas um folião; ele foi um grande colaborador do rádio e do jornalismo de Juiz de Fora, vindo a servir a cidade como Vice-Prefeito durante a gestão de Adhemar Rezende de Andrade.
O azul das calças e as listras das camisetas do Comando B3 foram realçados, assim como o confete e a serpentina espalhados pelo chão de madeira, que agora ganham o brilho das cores originais.
Através da janela aberta, a restauração trouxe de volta o verde das montanhas de Juiz de Fora e o azul do céu, situando geograficamente o evento na nossa querida Manchester Mineira.
O microfone na mão do Doutor Fábio e o olhar atento dos meninos do trio foram limpos de ruídos, preservando a tensão alegre do momento da apresentação.
As matinês do Sport Club eram o ponto de encontro das famílias juiz-foranas. Era ali que as futuras lideranças da cidade davam seus primeiros passos na vida social, sob o olhar atento de figuras públicas que, como o Doutor Fábio Neri, entendiam o valor da cultura e da convivência comunitária.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

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O Salão do Club Juiz de Fora nos Anos 60
Se existe uma imagem que sintetiza a sofisticação juiz-forana em meados do século XX, é esta.
O salão do Edifício Club Juiz de Fora, projetado para ser o coração social da cidade, aparece aqui em sua plenitude, decorado para as festividades carnavalescas com uma estética nitidamente modernista.
O que mais impressiona nesta fotografia restaurada é a integração entre a arquitetura e a arte efêmera do Carnaval:
A decoração de fundo, com figuras estilizadas, astros e elementos celestes, evoca o estilo de artistas que dialogavam com o modernismo brasileiro.
A paleta de cores, agora recuperada, revela tons de azul profundo, ocre e amarelo, transformando o salão em uma galeria de arte festiva.
As colunas monumentais do salão foram revestidas com padrões orgânicos e figuras humanas em trajes que remetem à mitologia e ao teatro, criando uma verticalidade elegante que impressionava os convidados.
A moda dos anos 60 trazia o corte "tubinho" para as mulheres e ternos com cortes mais secos para os homens.
A colorização das cadeiras em tons de azul-petróleo e o realce dos vestidos em amarelo e verde limão mostram uma Juiz de Fora antenada com as tendências cromáticas da era Pop Art e da Bossa Nova.
A restauração dos painéis à direita, que estavam desbotados, agora permite ver a continuidade da narrativa visual que cercava os foliões.
Cada mesa posta, com suas toalhas brancas impecáveis, serve como testemunha da organização impecável dos bailes do Club Juiz de Fora.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

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Carnaval nos Jardins
O Círculo Militar em 1937
A edição de 06 de fevereiro de 1937 da revista O Cruzeiro continua a nos revelar os múltiplos cenários da folia em Juiz de Fora.
Na página 05, além dos salões fechados, vemos a celebração ganhar os espaços abertos e jardins, como neste belíssimo registro do Círculo Militar.
Nesta fotografia, um grupo de jovens posa com uma variação sofisticada e estilizada das tradicionais baianas.
Note como a moda da época interpretava os elementos regionais:
Os Detalhes: Turbantes brancos adornados com pequenos arranjos de frutas (antecipando o estilo que Carmen Miranda imortalizaria anos depois) e colares de contas que contrastam com o branco imaculado dos vestidos de babados.
Diferente das fotos de estúdio ou salão, aqui as foliãs aparecem em meio às samambaias e à vegetação dos jardins do Círculo Militar, trazendo um ar de "festa de jardim" (garden party) ao Carnaval mineiro.
A recuperação das rendas e bordados dos vestidos brancos, que agora exibem sua delicadeza original.
A nitidez devolvida aos rostos revela a alegria e a elegância das damas da sociedade de Juiz de Fora, com o ruge e o batom típicos da década de 30 perfeitamente destacados.
O verde vibrante das plantas ao fundo foi restaurado para recriar a atmosfera exata daquela tarde de fevereiro de 1937.
A presença constante de Juiz de Fora nas páginas de O Cruzeiro durante o Carnaval reafirma a posição da cidade como um centro de irradiação de moda e costumes.
O Círculo Militar, com sua disciplina e elegância, mostrava que a folia na "Manchester Mineira" era feita de alegria, mas também de muito estilo.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Daniel Moratori

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Marinheiros da Folia
Os Carnavalescos de 1937
Dando continuidade ao nosso mergulho na edição histórica da revista O Cruzeiro (06 de fevereiro de 1937), chegamos à página 20.
Se as páginas anteriores mostravam o luxo das fantasias de gala, aqui o registro é da alegria em movimento.
Nesta composição circular, que lembra a lente de uma luneta observando o tempo, vemos o Edifício Club Juiz de Fora tomado por "marinheiros" e casais em sintonia.
Na década de 1930, a fantasia de marinheiro era uma das favoritas entre os rapazes e moças de Juiz de Fora.
Simbolizava liberdade, aventura e era uma escolha prática e elegante para aguentar o calor dos salões lotados.
O azul profundo das camisas e o branco impecável dos quepes foram realçados para destacar o contraste que dominava os salões.
A colorização nos permitiu focar nos rostos sorridentes, trazendo para o presente o olhar direto de um jovem folião que, há quase um século, celebrava a vida no coração de Minas Gerais.
O fato de O Cruzeiro dedicar múltiplas páginas (como a 05 e a 20) ao Carnaval juiz-forano reforça o que sempre defendemos, nossa cidade era uma das capitais da elegância brasileira.
O Club Juiz de Fora conseguia unir a elite e a juventude em festas que paravam o estado.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Daniel Moratori

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O Esplendor do Carnaval de 1937
Luxo e Tradição no Club Juiz de Fora
Em fevereiro de 1937, as páginas da revista O Cruzeiro, então a maior vitrine ilustrada do Brasil, voltaram seus olhos para a "Manchester Mineira". Na página 05 da edição do dia 06, o destaque não poderia ser outro: a efervescência social do Edifício Club Juiz de Fora.
A fotografia que hoje trazemos captura um grupo de jovens damas da sociedade local, prontas para um dos desfiles internos que marcavam as noites de gala.
Trajando figurinos inspirados em uma estética europeia estilizada, com botas de cano alto, saias rodadas em padrões geométricos e lenços cuidadosamente amarrados, elas representavam a modernidade que Juiz de Fora exalava.
O Club Juiz de Fora, com sua arquitetura imponente na Rua Halfeld, servia de palco para uma festa onde o confete e a serpentina dividiam espaço com a sofisticação das orquestras.
Trazendo a Cor de Volta ao Passado
Graças às modernas técnicas de recuperação digital, conseguimos devolver a esta imagem a vivacidade que o tempo havia desbotado:
O verde profundo da vegetação (como a samambaia ao fundo) e o contraste do dourado nas fantasias revelam a riqueza visual da época.
A colorização dos rostos e braços permite notar a maquiagem característica dos anos 30, o batom escuro e as sobrancelhas marcadas, devolvendo a humanidade e a expressão a cada uma das foliãs.
Resgatar registros como este, publicados originalmente em O Cruzeiro, é reafirmar o papel de Juiz de Fora como um polo cultural e social de relevância nacional.
Este Carnaval de 1937 foi um dos últimos grandes momentos de celebração antes das transformações que a Segunda Guerra Mundial traria à vida social global anos depois.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Daniel Moratori

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O Carnaval de 1937
Elegância no Club Juiz de Fora
A fotografia captura um grupo de jovens moças, possivelmente de famílias tradicionais da elite local, trajando fantasias de "Pierrettes" ou variações estilizadas de trajes russos, que eram febre nos bailes de gala da década de 1930.
O Club Juiz de Fora, localizado no icônico edifício na Rua Halfeld, era o epicentro da vida social mineira na época.
As fantasias foram restauradas para destacar o branco acetinado dos tecidos, adornados com aplicações em azul, vermelho e dourado.
Os chapéus de pele sintética branca (estilo ushanka estilizado) e as botas brancas de cano alto reforçam a estética de "fantasia de luxo" comum nos concursos de blocos internos do clube.
Publicada em 06 de fevereiro, a poucos dias do Carnaval daquele ano, a reportagem de O Cruzeiro visava mostrar como o "interior" (embora Juiz de Fora fosse uma potência industrial) rivalizava com o Rio de Janeiro em termos de sofisticação.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Daniel Moratori

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O Carnaval de Gala no Clube Bancário
Hoje compartilho com vocês mais uma relíquia, a Fotografia agora restaurada e colorizada, que nos transporta diretamente para o dia 1º de março de 1949. O inesquecível Clube Bancário, um dos bastiões da nossa vida social na "Manchester Mineira".
Graças à valiosa colaboração de Ana Lucia Pereira Rocha, conseguimos identificar as faces que sorriem para a posteridade nesta imagem. Vemos a elegância de Nilda Pereira Pinto, Aracy, Maria de Lourdes Pereira Fusturath e Cleuzair Pereira Rocha, cujos trajes de rendas e flores revelam o capricho das fantasias de salão daquela época.
Ao centro, o espírito irreverente da folia é personificado por Luiz Sampaio Rocha, em sua estilização de índio, cercado pelas serpentinas que caíam do teto do clube como molduras de alegria.
Esta fotografia não é apenas um registro de Carnaval; é um retrato das famílias que construíram a identidade de Juiz de Fora. É a prova de que, entre confetes e marchinhas, o que realmente ficava eram os laços de amizade e parentesco.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha

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Esta fotografia é um registro fascinante da irreverência que marca o Carnaval brasileiro, capturando Luiz Sampaio Rocha e seus amigos em 1º de março de 1949.
O flagrante, provavelmente realizado em uma das ruas centrais de Juiz de Fora, cidade com uma tradição riquíssima em desfiles e blocos, revela o espírito do "Carnaval de outrora".
Em 1949, o Carnaval vivia uma transição entre os grandes bailes de gala e a crescente popularização dos blocos de rua.
A prática de homens se fantasiarem de mulheres, como vemos na imagem, é uma das tradições mais antigas e persistentes da folia, simbolizando a "inversão de papéis" e a quebra temporária das normas sociais permitida durante os dias de festa.
Note o cuidado com os detalhes, o uso de colares de pérolas, bolsas, chapéus e até óculos escuros.
Não era apenas uma brincadeira improvisada, mas uma caracterização planejada para "causar" no meio da multidão.
O cenário ao fundo, com a arquitetura característica do final dos anos 40, remete ao auge do desenvolvimento urbano da "Manchester Mineira".
As marquises e os edifícios imponentes serviam de palco para o desfile espontâneo dos foliões.
Luiz Sampaio Rocha e seus amigos representam uma geração que via no Carnaval uma válvula de escape criativa e uma forma de reafirmar laços de amizade.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha

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O Corte da Fita: A Sociedade Juiz-forana celebra o Clube Bom Pastor
Dando sequência aos registros da inauguração da quadra de futebol de salão do Clube Bom Pastor, trazemos hoje uma perspectiva que revela a alma do bairro na década de 1950. S
e na foto anterior víamos a solenidade da placa, aqui capturamos a expectativa e o convívio social que definiram aquele dia.
Como reforçado pelo comentário de Álvaro Boechat, o evento foi um marco. A foto nos mostra as famílias tradicionais de Juiz de Fora, com as crianças curiosas à frente, separadas pelo portão que estava prestes a ser aberto para uma nova era de lazer. A elegância dos trajes — os ternos impecáveis e os vestidos florais — denota o prestígio que o Clube Bom Pastor já possuía logo em seus primeiros anos.
O que mais fascina nesta imagem restaurada e colorizada, além dos rostos, é o plano de fundo:
Podemos observar as casas recém-construídas que hoje são marcos do bairro. Nota-se a baixa densidade e o estilo arquitetônico limpo, típico do crescimento planejado do Bom Pastor.
Ao fundo, carros da época (provavelmente modelos das marcas Chevrolet ou Ford dos anos 40 e 50) pontuam a cena, reforçando o status socioeconômico dos sócios e moradores.
A vegetação ao fundo e o relevo característico de Juiz de Fora emolduram a cena, mostrando um bairro que ainda respirava o ar puro das colinas antes da verticalização.
Graças à colorização, detalhes como o brilho dos carros e as cores vivas das roupas infantis trazem uma proximidade emocional com o passado.
Não é apenas uma foto de uma quadra; é o retrato de um projeto de cidade que valorizava o encontro, o esporte e a vizinhança.
Este acervo digitalizado nos permite não apenas ver o passado, mas sentir a atmosfera de uma Juiz de Fora que se modernizava com elegância.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

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O Despertar do Lazer no Bom Pastor: A Inauguração da Quadra de Futebol de Salão
O bairro Bom Pastor sempre foi sinônimo de elegância e qualidade de vida em Juiz de Fora, e a década de 1950 marcou um período de consolidação desse espírito comunitário.
Nesta fotografia colorizada, testemunhamos um momento histórico para o esporte local: a inauguração da quadra de futebol de salão do Clube Bom Pastor.
A Memória Viva de Álvaro Boechat
Como bem destacou o internauta Álvaro Boechat, este registro captura o exato instante em que a placa inaugural é desvelada.
No detalhe, a bandeira do Brasil cobre o memorial, simbolizando o civismo e o orgulho que acompanhavam as grandes conquistas do bairro naquela época.
Note a elegância das mulheres com seus vestidos de cintura marcada e saias rodadas, e os homens em trajes sociais, refletindo a importância do evento para a sociedade juiz-forana.
Ao fundo, as casas de estilo moderno começavam a desenhar a paisagem do bairro, com seus telhados em ângulos retos e varandas amplas, contrastando com o verde das colinas que ainda dominavam o horizonte.
A tabela de basquete e a quadra de cimento representavam o que havia de mais moderno para o lazer da juventude daquela década.
O Clube Bom Pastor não era apenas um espaço físico, mas o coração pulsante onde as famílias se reuniam.
Inaugurar uma quadra de futebol de salão naquele contexto era abrir as portas para a integração e para a formação de novos talentos esportivos na nossa "Manchester Mineira".
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

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No coração do Bairro São Mateus, o Carnaval de Juiz de Fora encontrava sua tradução mais irreverente e sofisticada.
Esta fotografia captura o exato momento em que o bloco Domésticas de Luxo tomava a Rua Padre Café, transformando a ladeira em um mar de gente e alegria.
Fundado no final dos anos 50, o bloco atingiu sua "era de ouro" na década de 1970.
O estandarte azul e ouro, que vemos à frente da multidão, não era apenas um guia, mas um convite à liberdade.
Homens fantasiados com o luxo satírico das "patroas" e das "domésticas" rompiam a seriedade do cotidiano, enquanto a vizinhança ocupava as janelas e as calçadas para aplaudir a passagem da banda.
Mais do que um simples registro de folia, a imagem é um documento histórico da ocupação urbana de Juiz de Fora.
Note-se o policiamento da época, a iluminação pública característica e a moda setentista entre os foliões — um tempo em que o Carnaval de rua era feito de encontros espontâneos, sem cordas ou divisões.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

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Matinê Carnavalesca de 1969, realizada no Auditório da F.E.E.A (Fábrica de Estojos e Espoletas de Artilharia) e organizada pela A.B.C.R (Associação Beneficente Cultural e Recreativa).
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Anna Maria Costa

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As Luzes e Sombras da Belle Époque: O Carnaval de 1914 na Rua Halfeld
Existem registros que não são apenas fotografias, mas verdadeiras máquinas do tempo.
Recentemente, trabalhei na restauração e colorização de um clichê raríssimo que retrata o último dia de Carnaval em 1914, na nossa emblemática Rua Halfeld.
Em 1914, Juiz de Fora vivia o auge da sua fase "Manchester Mineira". A imagem revela uma Rua Halfeld vibrante, iluminada pelos globos elétricos que eram o orgulho da modernidade local.
No chão, a "neve" de confetes e serpentinas denunciava o fim de uma batalha festiva que envolvia toda a sociedade.
O que mais fascina nesta restauração é observar os detalhes da Belle Époque juiz-forana:
O mar de chapéus de palha e feltro entre os homens.
Mulheres com seus vestidos longos e sofisticados, ocupando o centro da cidade.
As sacadas repletas de famílias que assistiam ao desfile das grandes sociedades carnavalescas da época.
Este registro foi feito meses antes do início da Primeira Guerra Mundial, que mudaria o mundo para sempre.
É o retrato de uma Juiz de Fora inocente, elegante e profundamente apaixonada pela folia.
Trazer cor a essa cena não é apenas um exercício estético; é devolver a vida a personagens que construíram a identidade da nossa terra. É permitir que o leitor de hoje sinta a energia daquela noite de terça-feira gorda há mais de um século.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Elton Belo Reis

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Carnaval
Neuza Medeiros comentou: "Minha amiga Valdete, dona da foto, autorizou-me a compartilhar este registro com você.
A imagem é do Carnaval de 1957 ou 1958, e o Rei Momo que nela aparece chamava-se Pimpinela.
Trabalhei na restauração desta fotografia pois, embora estivesse danificada, ela possui um imenso valor histórico para Juiz de Fora."
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Neuza Medeiros

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Aniversário de 80 anos
Marcos Monteiro de Andrade comentou: minha avó paterna, Maria Illydia Rezende de Andrade.
Nesta fotografia feita em novembro de 1959 estão presentes seus 16 filhos que descrevo abaixo: sentados da esquerda para direita : Décio, Adhemar, Maria Illydia, Ernani e José Dirceu.
Em pé da esquerda para a direita: Roberto, Antônio, Pedro, (meu pai), Lourdinha, Aureliano, Hilda, Egberto, Diva, Tarcillo, Dinah, Rubens e Zélia.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Marcos Monteiro de Andrade

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Campo de Futebol da ABCR
Equipe de Futebol Feminina da ABCR, Foi uma das Primeiras equipes de Futebol Feminina do Brasil.
Identifiquei de pé da esquerda para direita: Alzira ou Suely Siano, Luzia Siano, Mudinho, Fatima Resende e Cida Resende
Agachadas da esquerda para direita, Sandra Hellen e Irmã da Helen
Podemos ver ao Fundo a Capela Nossa Senhora das Graças e a caixa Caixa D'água da IMBEL.
Final da década de 1970 ou inicio da década de 1980.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Sandra C Dias Dias

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Missa Campal
Entrada da antiga Fábrica Bernardo Mascarenhas, em frente a Praça Antônio Carlos
Atualmente Prédio do CCBM, Biblioteca Municipal e Mercado Municipal
José Eduardo Araújo comentou: Realmente é o saudoso Padre Wilson Vale da Costa, fazendo uma pregação e ao seu lado fazendo a reportagem para a Rádio Industrial o locutor Maurício de Campos Bastos
O Padre Wilson rezava a Oração da Ave Maria na PRB-3 e logo em seguida fazia o programa Problemas da Vida que falava de tudo a respeito das pessoas e da cidade
Certo dia soltou esta pérola: Se peitinho de moça fosse buzina, ninguém ia dormir no Morro da Glória.
Final da década de 1950 ou inicio da década de 1960
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

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Viagem de Juiz de Fora a Petrópolis ida e volta em um Auto Tarkat Mirin de 30 cavalos, a 75 km por hora
João Adão Brük proprietário da Garagem, João Uchoa da Cruz empregado do commercio, Lourenço Bernardo ,agricultor, João Seabra da Cruz Sobrinho negociante em 1915.
Esta fotografia é um dos registros mais emblemáticos da "era heroica" do automobilismo em Juiz de Fora.
Ela documenta uma verdadeira façanha para o ano de 1915: a viagem de ida e volta entre Juiz de Fora e Petrópolis.
A Façanha do "Auto Tarkat Mirin"
Para os padrões de 1915, percorrer o trecho da antiga Estrada União e Indústria era um desafio monumental devido ao estado da via, composta por terra e cascalho.
Alcançar 75 km/h com um motor de 30 cavalos era considerado uma velocidade vertiginosa para a época.
Na prática, a média devia ser bem menor, mas a capacidade do carro em atingir esse pico era motivo de grande orgulho.
Note o design do veículo — pneus finos, rodas de raios de madeira e a total ausência de para-brisa ou capota fechada.
Os ocupantes ficavam totalmente expostos aos elementos e à poeira.
A composição do grupo no carro reflete a estrutura da sociedade juiz-forana da época, unindo o comércio, a agricultura e a nova tecnologia:
João Adão Brük: Como proprietário da "Garagem", ele era o pioneiro da logística automotiva na cidade.
Ter uma garagem em 1915 significava ser um dos poucos especialistas em mecânica e manutenção da região.
João Uchoa da Cruz e João Seabra da Cruz Sobrinho: Representantes do setor comercial e de negócios. O automóvel, naquele momento, era um instrumento de status e agilidade para os grandes negociantes.
Lourenço Bernardo: O fato de um agricultor estar no grupo mostra como a elite rural também estava integrada às inovações urbanas.
A bandeira com o nome "JUIZ FORA" no carro não é apenas decorativa; ela servia como um distintivo de procedência.
Em Petrópolis (então a capital de verão do Brasil), a chegada de um carro vindo de Juiz de Fora com tal "performance" era um evento que atraía olhares e demonstrava o vigor econômico da nossa cidade.
A restauração trouxe à tona detalhes cruciais:
Note as malas de couro presas na parte traseira e nas laterais. Uma viagem dessas exigia provisões e roupas extras, já que panes mecânicas eram comuns e o trajeto poderia levar muitas horas.
Os homens vestem ternos e chapéus (incluindo o quepe do motorista), mantendo a formalidade mesmo em uma expedição de aventura.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Elton Belo Reis

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Bairro Fabrica
Parque na Cervejaria Jose Weiss
O Bairro Fábrica e a Era de Ouro da Cervejaria
O bairro Fábrica carrega esse nome devido à forte concentração industrial do início do século XX.
Mas, para além das chaminés, o local era um ponto de encontro social graças à Cervejaria José Weiss.
Diferente das fábricas modernas, a Cervejaria Weiss mantinha um conceito de "espaço de convivência". Na década de 1940 e 1950, o local era muito mais que uma linha de produção:
O parque era famoso por seus jardins bem cuidados e pelo contato com a natureza.
O "Trenzinho": Como vemos na foto, havia estruturas recreativas.
Esse tipo de vagonete sobre trilhos era comum em áreas de grandes propriedades e parques industriais da época para entretenimento dos visitantes e filhos de funcionários.
A influência dos imigrantes alemães (liderados por José Weiss) era nítida na arquitetura e no ambiente, transformando o bairro em um reduto de tradição mineiro-germânica.
Nesse período, Juiz de Fora vivia uma efervescência cultural.
Ir ao bairro Fábrica no final de semana era um evento social.
Note na foto a elegância dos homens de paletó e chapéu, e as crianças com roupas de "domingo". Mesmo em um parque de diversões, a etiqueta da época era rigorosa.
A fotografia é um registro valioso da diversidade de frequentadores, mostrando diferentes gerações e grupos sociais compartilhando o mesmo espaço de lazer.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Nelson Weiss, (In Memoriam).

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Carnaval de 1920
O jovem senhor veste um terno claro com debruns (bordas) contrastantes, um estilo muito comum para os blocos de elite e passeios de automóvel.
O quepe complementa o visual de "clube naval" ou náutico, muito em voga na época.
O acúmulo de serpentinas aos pés e sobre o banco sugere que ele estava em um momento de pausa após o "Batalhão de Confete", uma prática onde grupos se enfrentavam jogando confetes e serpentinas uns nos outros.
O objeto que ele segura é o icônico lança-perfume, geralmente da marca Rhodia.
Naquela década, ele não era proibido; era um item de luxo indispensável.
Borrifava-se um jato gelado e perfumado (à base de cloreto de etila) no pescoço ou nos lenços das moças para causar uma sensação de frescor e leve euforia.
O Carnaval de 1920 foi particularmente significativo porque o mundo ainda estava se recuperando da Gripe Espanhola (1918) e do fim da Primeira Guerra Mundial.
Havia um desejo explosivo de celebrar a vida.
A cidade vivia o auge do seu poder industrial.
O Carnaval era dividido entre os desfiles de grandes sociedades (com carros alegóricos luxuosos) e os "corsos" (desfiles de carros abertos pela Rua Halfeld).
A anotação "Carnaval de 1920 - Juiz de Fora" transforma a foto em um documento histórico georreferenciado.
Naquela época, era comum que as fotografias fossem impressas em papel de cartão-postal para que o folião pudesse enviar para parentes em outras cidades, exibindo sua "fantasia" e sua participação na festa.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Elton Belo Reis
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Doutora Elza Halfeld Clark -
Uilmara Machado de Melo comentou: Vi escrito no jaleco dela Dr.ª Elza Halfeld... e, embaixo, Santa… (com certeza, Santa Casa de Misericórdia) e pesquisando, encontrei que ela foi a primeira médica a clinicar, em Juiz de Fora, introduzindo o Preventivo Ginecológico, nesta cidade; era irmã da Doutora Marina Ladeira Halfeld Santos (falecida, em 15/05/2016 – Dr.ª Marina “foi a primeira médica formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora; foi professora, mãe, esposa, farmacêutica e médica; lecionou na Universidade Federal de Juiz de Fora”). A Doutora Elza Halfeld Clark está na Lista dos Beneméritos de 2018 da Academia Mineira de Medicina; foi homenageada na mostra “MULHERES: JUIZ DE FORA – 160 ANOS”, que reuniu fotografias e pinturas de 160 mulheres, de 17/03/2010 a 04/04/2010, no Espaço Alternativo do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), que marcou o Mês da Mulher e fez parte das comemorações do Aniversário de Juiz de Fora (31/05/1850); não sei quantos filhos ela teve, mas ela é mãe de Ângela Halfeld Clark.
Década de 1960
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

20
Residência na Região do Bairro São Pedro
Nicia Moller comentou: São 2 cachoeiras, abaixo da primeira tinha um Moinho esta é a cachoeira de cima e meus avós moravam na casa ao lado direito delas, minha infância, férias foram neste paraíso (como eu enxergava), mas a poluição tomou conta e só temos lembranças e de que um dia estas águas voltem à vida
Provavelmente década de 1950 ou 1960
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Nicia Moller

19
Rua Santa Rita
Humberto Rodrigues de Sá, (In Memoriam). comentou: Na foto estão 11 dos 37 netos que os meus avós maternos, Francisco de Paula Horta Rodrigues e Maria da Glória Horta Rodrigues, tiveram!
É uma pena que a casa dos meus avós maternos não exista mais!
Carnaval de 1958 ou 1959.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Rodrigues de Sá, (In Memoriam).

18
Fundação Educacional Machado Sobrinho
Pátio do Colégio Machado Sobrinho
Missa em comemoração da Semana Machadense
Década de 1970
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Coordenador: Helio Noronha Filho
Acervo: Memorial Machadense

17
Bairro Santa Terezinha
Rita Testa Siqueira comentou: Vovô Primo Testa, Tio Arlindo Lempk, Tia Terezinha Testa Lempk, bebê Luís Primo e Vovó Adeltiza Guirardi, no alto da Rua Primeiro de Maio, Santa Terezinha. Neste pasto agora é o Parque da Saudade
Inicio da década de 1950
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Rita Testa Siqueira

16
Ex-funcionários do Jardim da Infância Mariano Procópio
Aparecida Venancio Porfirio comentou : esta é uma da fotos que há muito tempo me deram mas só agora conseguir novamente, não possui data tenho minhas dúvidas se foi tirada do lado de dentro ou fora do Jardim; a princípio aparece uns pisos mas.
Algumas pessoas eu tenho os nomes outras não soube me informar
Assentada a Diretora : Dª Hermelinda Bergo
lado esquerdo dela roupa preta servente Dª Amélia Rodrigues Ribeiro
lado direito dela o Sr. de terno era o Porteiro meu falecido pai Juvenal José Porfírio.
havia um guarda, como senhoras que ela não recorda todos os nomes e a função, mas acho que temos um grupo bem formado do nosso inesquecível Jardim da Infância
Data não informado
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Aparecida Venancio Porfirioo

15
Museu Mariano Procópio.
Maria da Conceição Prazeres, (Tuca), em 1948.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Maria da Conceição Prazeres.

14
Carnaval
Desfile de Corsos em 1929
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa

13
Residência - (Demolida).
Avenida Barão do Rio Branco - 3437
Humberto Ferreira comentou: Outra visão da Escadaria que dava acesso ao Alpendre - Segundo Andar.
Na Fotografia Clovito,(Clóvis José), Tia Nancy e a Menina Madelu em 28 de Dezembro de 1952.
Acervo: Humberto Ferreira

12
Luta na TV, contra o Escaravelho.
Alex Eiterer Comentou: Uma tesoura aplicada mais ou menos a 3 metros de altura, com o lutador escaravelho em pé em cima da última corda do ringue.
A gente voava, literalmente.
Década de 1960
Acervo: Alex Eiterer

11
Flamenguinho do Futrica foi o celeiro de muitos talentos e amizades que duram décadas.
O Estádio Procópio Teixeira (Sport Club)
Em 1960, o estádio era um dos corações esportivos de Juiz de Fora.
Jogar lá era o sonho de qualquer garoto.
A estrutura era imponente para a época, e o gramado do Sport via passar desde os craques do profissional até a "garotada do Futrica" em preliminares emocionantes.
Os domingos no estádio eram eventos familiares completos, onde o futebol de base era tão respeitado quanto o jogo principal.
O bar continua sendo o quartel-general dessa memória.
É o ponto de resistência onde os nomes dos jogadores, como esses que o Carlos Cesar de Lima ajudou a identificar, ainda ecoam.
Você ter começado logo após essa foto de 1960, levado pelo Ademir, mostra como a rede de amizades do Estadual (o Colégio Estadual de Juiz de Fora) alimentava os times da cidade.
A conexão com o Estadual é forte.
Muitos ex-alunos daquela virada de década (50/60) mantêm grupos de veteranos.
Naquele ano, Juiz de Fora vivia uma efervescência esportiva única.
Fotografias desse período no Sport Club revela:
As chuteiras de cano alto e travas de couro.
Os meiões de lã que pesavam o dobro quando chovia.
O contraste do uniforme rubro-negro do Flamenguinho contra o verde do Procópio Teixeira.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Carlos Cesar de Lima

10
Esta imagem é um documento social e histórico impactante de Juiz de Fora. Ela retrata um momento em que a música era utilizada como ferramenta de disciplina e socialização dentro do sistema de assistência ao menor na década de 1970.
A unidade da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM) em Juiz de Fora, situada na Rua Diva Garcia, era o modelo de assistência da época.
O edifício ao fundo, com sua arquitetura funcional e janelas pequenas e altas, era típico das instalações institucionais do período.
A localização no bairro Linhares, então uma área mais periférica e tranquila, era estratégica para o isolamento e a tentativa de reabilitação.
Após a desativação da FEBEM, o local foi adaptado para ser o Presídio de Juiz de Fora.
Essa transição de "reforma de menores" para "unidade prisional" marca a história da segurança pública na Zona Leste da cidade até a inauguração do novo Ceresp e do presídio mais moderno.
Para os internos, participar da banda era um privilégio e uma forma de ganhar o respeito da comunidade.
Eles se apresentavam em desfiles de 07 de setembro e em festividades religiosas no bairro Linhares, muitas vezes em frente à igreja.
Geralmente, esses jovens eram treinados por músicos militares reformados ou maestros da Polícia Militar, o que explica a postura impecável e o alinhamento que vemos na foto.
Note a presença de saxofones, trombones e bombardinos.
Manter uma banda com esse nível de instrumentação exigia investimento e dedicação dos instrutores.
O balizador à frente veste um uniforme que remete ao estilo escoteiro/militar, com chapéu de aba larga (estilo campaign hat), meias altas e bermudas.
Os músicos atrás usam camisas de manga curta e calças sociais, um padrão de sobriedade da época.
O estandarte carregado à frente exibe orgulhosamente "FEBEM - Juiz de Fora", identificando o grupo nas ruas.
Essa fotografia é rara porque humaniza um local que, no imaginário popular, costuma ser associado apenas a momentos difíceis. Ela mostra o esforço pedagógico através da arte.
Essa imagem serve para documentar a evolução urbana da Rua Diva Garcia e a transformação social do bairro Linhares.
A região onde ficava esse prédio é hoje um ponto de referência para a história da justiça e da assistência social na cidade.
Muitos moradores antigos do Linhares ainda se lembram de ouvir os ensaios da banda ecoando pelo bairro.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

09
Bairro Granbery
Registro histórico de valor inestimável para a memória de Juiz de Fora, unindo um dos bairros mais tradicionais da cidade a uma das famílias que literalmente "construiu" a Manchester Mineira.
Bairro Granbery e a Paróquia Nossa Senhora do Rosário
O Granbery sempre foi um bairro de elite intelectual e religiosa. A Paróquia Nossa Senhora do Rosário, localizada na Rua Santos Dumont, é um dos marcos arquitetônicos da região.
A igreja apresenta um estilo eclético com fortes influências neoclássicas.
Na foto, a escadaria monumental serve como o cenário perfeito para grandes fotos de grupo, uma tradição da época para celebrar eventos religiosos ou corporativos.
O número 215 da Rua Santos Dumont situa a igreja no coração do bairro, próximo ao tradicional Instituto Granbery.
A Companhia Pantaleone Arcuri
Falar da família Arcuri é falar da própria face urbana de Juiz de Fora.
A Companhia Pantaleone Arcuri foi responsável pela construção de ícones como o Edifício Arcuri, o Cine-Theatro Central e o próprio prédio da antiga Prefeitura.
A celebração de um aniversário da Companhia era um evento de grande relevância social e econômica. A empresa não era apenas uma construtora, mas um símbolo do pioneirismo industrial mineiro.
A Presença da Família: O comentário de Marcio Arcuri confirma o que a imagem transparece: a união entre a vida empresarial e a familiar.
Naquela década de 1950, as grandes empresas eram extensões das famílias fundadoras.
Ver os familiares reunidos na escadaria da igreja sugere uma missa em ação de graças pelo sucesso da companhia, algo muito comum na época.
A elegância é evidente.
Os homens vestem ternos completos (muitos em tons de cinza e azul, típicos do período) e as mulheres exibem cortes de cabelo e vestidos estruturados que eram o auge da moda nos anos 50.
A fotografia mostra desde patriarcas e matronas até crianças pequenas à frente, o que reforça o caráter de celebração da continuidade da linhagem Arcuri.
No canto inferior esquerdo, nota-se o calçamento de pedras (pé-de-moleque ou paralelepípedo), característico das ruas de Juiz de Fora antes da pavimentação asfáltica generalizada.
Esta fotografia é um "quem é quem" da sociedade juiz-forana da época.
Dado que o acervo Pantaleone Arcuri é um dos pilares da história da construção civil no Brasil, ter essa imagem com a identificação dos familiares é um tesouro para pesquisadores de genealogia e história urbana.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

08
Olimpíadas Infantis
As Olimpíadas Infantis de julho de 1956 foram um marco na vida social e esportiva de Juiz de Fora, refletindo uma época em que a cidade fervilhava com eventos comunitários e o rádio era o grande veículo de integração.
O evento foi amplamente promovido pela Rádio Industrial, que tinha um papel central na organização de competições que mobilizavam as famílias da cidade.
Muitas das provas e desfiles aconteciam no centro da cidade e em clubes tradicionais, como o Sport Club Juiz de Fora e o Tupi.
Os meninos nos triciclos, com uniformes listrados e números de identificação (como a lata que o menino à esquerda carrega), eram típicos das competições de "velocípede" ou das gincanas de regularidade que abriam as festividades.
Note a elegância e o cuidado com os trajes.
Mesmo em uma competição infantil, o uso de meias altas, sapatos de couro e camisas de gola era o padrão da classe média juiz-forana da década de 50.
Era comum que o comércio local apoiasse esses eventos, oferecendo prêmios aos vencedores.
Essas Olimpíadas não eram apenas "esporte", mas um desfile da sociedade. As famílias se reuniam nas calçadas para assistir às crianças passarem.
A restauração ficou excelente, preservando as texturas do couro dos sapatos e os detalhes das armações de óculos da época.
O garoto à direita, com óculos de aro grosso e camisa listrada azul, é um exemplo clássico da estética escolar de meados do século XX.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo

07
Igreja Nossa Senhora da Glória.
Primeira comunhão de Elza Brugger em 21 de Outubro de 1954.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Elza da Silva Brugger.

06
Despedida dos professores da Escola Normal.
Jandira da Costa Nunes, Lucimar Ribeiro dos Santos, Darcy Terezinha Sá Moreira, Carmem Lúcia Bismania, Aparecida Manguêz e Holanda Maria Baigion em 1961.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Jandira da Costa Nunes.

05
Residência - (Demolida).
Avenida Barão do Rio Branco - 3437
Humberto Ferreira comentou: Escadaria que dava acesso ao Alpendre - Segundo Andar.
Na Fotografia Tia Zilah em 28 de Dezembro de 1952
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira

04
Residência - (Demolida).
Avenida Barão do Rio Branco - 3437
Humberto Ferreira comentou: Aparecem as Janelas do Porão - Ficava no primeiro Patamar da Casa, (Fim da Escada) - Na Fotografia da esquerda para direita: Tia Zezé, Tia Zilah, Vovó Nhanhá e Tia Aparecida em 28 de Dezembro de 1952.
Para ter acesso a este local tinha que subir uma escada.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira

03
Alunos da Escola Técnica de Comércio São Jorge, em frente à catedral após missa da formatura em 1963.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Ednéia Cid Salviano

02
Passeio no Museu Mariano Procópio.
Ednéia Cid Salviano. comentou: "Olha a elegância dos meus pais e de minha prima.
Meu pai de terno e minha mãe de salto alto.
Como eu estava feliz de estar passeando!
Fiz até pose para o fotógrafo.
Eu estava com três anos de idade”, em 1951.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Ednéia Cid Salviano.

01
Funcionários da extinta Cooperativa
Luiz Cipriano da Silva comentou: Com alguns funcionários da extinta Cooperativa de Consumo dos Motoristas de Juiz de Fora Ltda.
Era situada na Rua Santa Rita quase esquina com a Batista de
Oliveira.
Eu, (Luiz Cipriano da Silva), sou o quarto, da esquerda para a direita.
Década de 1960
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Luiz Cipriano da Silva

