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Parque Halfeld
Estátua em tamanho real do jovem escoteiro Caio Viana Martins é uma das curiosas esculturas que se tornaram parte da paisagem do Parque Halfeld, praça com o maior número de monumentos na cidade.
Caio Viana Martins tinha 14 anos quando ingressou no Grupo de Escoteiros Afonso Arinos, em Belo Horizonte, para onde havia se mudado seis anos antes. Cinco meses depois de completar 15 anos, em 1938, o jovem integrou a excursão que levaria o grupo até São Paulo. A viagem era de trem, na primeira classe. Na madrugada, entre as estações Sítio e João Aires, na altura do município de Antônio Carlos, o trem de passageiros se chocou contra um cargueiro que vinha na direção contrária. Dois dos 25 escoteiros morreram na hora. Outros se feriram gravemente. Monitor da Patrulha Lobo, Caio ajudou a fazer fogueiras para melhor visualizar as vítimas e a construir macas artesanais. Quando a equipe de socorro chegou ao local, cinco horas mais tarde, não havia macas para todos, e o jovem, mesmo sentindo dores, recusou-se a ocupar uma delas. “Um escoteiro caminha com as próprias pernas”, disse, e seguiu andando rumo a Barbacena. Caio percorreu mais de 20km a pé até chegar a um hotel, onde passou mal e foi levado a um hospital próximo. Sofria de uma silenciosa hemorragia que o calou horas depois, no dia 20 de dezembro daquele já distante 1938.
Passados exatos seis anos do acidente, o Grupo de Escoteiros Caiuás do Instituto Granbery financiou a instalação de uma estátua do jovem Caio, em tamanho real, no centro do Parque Halfeld. O monumento, que fica de costas para a Igreja Metodista, divide espaço com outros tantos bustos e estátuas na mesma praça e na cidade. De acordo com o levantamento realizado pelo arquiteto e pesquisador Fabrício Teixeira Viana, Juiz de Fora possui, atualmente, 44 monumentos entre bustos, estátuas, painéis e esculturas. Metade deles foi instalada nas cinco primeiras décadas do século XX, como o que homenageia Caio. Em dois processos, de 2000 e 2005, 31 deles foram tombados pelo município. Num momento em que diferentes países do globo questionam seus monumentos, com ataques a estátuas como a do Padre Antônio Vieira, destruída em Portugal, e a de Cristóvão Colombo, decapitada nos Estados Unidos, o que contam as homenagens feitas em Juiz de Fora?
“Essa produção começa com a construção do seu primeiro monumento, o obelisco em comemoração ao início das obras de saneamento da cidade, em 1894, e se estende até os dias de hoje, com a produção de arte pública contemporânea. Nessa caminhada temporal, podemos observar a produção de inúmeros bustos que dão destaque a muitas personalidades na esfera municipal (como Henrique Halfeld e Mariano Procópio) e também de grandes nomes da história política nacional (como Getúlio Vargas e, mais recentemente, Itamar Franco)”, pontua Viana, explicando que a cidade é “a sobreposição de diversas camadas temporais, contando com variados suportes e tipos de linguagem” que auxiliam na formação da memória coletiva e da história urbana. “Acredito que essa diversidade de escolhas em se homenagear diferentes personalidades reflete o desenvolvimento de uma sociedade plural. Além disso indica qual personalidade teve destaque em um dado momento da história da cidade”, afirma ele, referindo-se a uma multiplicidade que reúne num mesmo espaço, como o Parque Halfeld, políticos locais, poetas e o escoteiro Caio Martins.
Provavelmente década de 1940
Autoria Desconhecido
Fonte: IBGE
Texto Fonte: https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/21-06-2020/conhece-a-historia-dos-monumentos-de-jf-especialistas-discutem-a-relevancia-das-nossas-estatuas-e-bustos.html
Fotografia Fonte: IBGE
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa

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Avenida Presidente Getúlio Presidente Vargas em frente a Praça Antônio Carlos em 1940
A Rodoviária de Juiz de Fora funcionava na esquina da Getúlio com São João, por isso os ônibus estacionados.
Podemos dizer que foi a primeira Rodoviária de Juiz de Fora.
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa

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Cartão Postal
Avenida Barão do Rio Branco, Carros de Praça estacionado a Frente do Parque Halfeld
Podemos ver o Antigo Prédio do Edifício Juiz de Fora e o de Santa Helena
Final da década de 1930
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa

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Ambulatório da Igreja da Gloria
A história do Ambulatório da Glória começa em Março de 1953, quando Padre Jaime Snoek e o vice provincial da Província Redentorista do Rio de Janeiro, Padre Gregório Wuts, juntamente com o professor Salvador Bergo, Fernando Dias e Raphael Medeiros Moreira criaram a instituição e o Dispensário Nossa Senhora da Glória, em parceria com o Círculo Operário de Juiz de Fora. Com o desligamento deste, surge, em outubro do mesmo ano, a Assistência Nossa Senhora da Glória. Padre Jaime, recém-chegado de Roma, se inspirou nos exemplos da capital italiana para conseguir recursos holandeses e adquirir a casa no Mariano Procópio.
De lá para cá, o espaço foi ampliado e hoje conta com diversas salas, consultórios, salão e uma capela, mantendo-se fiel ao seu primeiro estatuto. Nos próximos meses, neste espaço do Novo Tempo, você vai acompanhar a história dos pioneiros e de pessoas que, diariamente, doam seus talentos aos mais necessitados
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa
Fonte:www.paroquiadagloria.org.br
Acervo: Mauricio Lima Corrêa
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