domingo, 2 de novembro de 2025

Fundo de Gavetas II com 151 Fotografias

151
Esta fotografia é um testemunho histórico precioso da memória educacional e religiosa de Juiz de Fora, capturando um momento de transição e encerramento de um ciclo marcante para a cidade.
A imagem apresenta uma jovem, integrante da última turma de normalistas do Colégio Stella Matutina, posando diante do altar principal da capela da instituição em 1969. 
O Stella Matutina, mantido pelas Irmãs do Verbo Divino, foi uma referência absoluta na formação educacional feminina na região, e o curso de "Normalista" (formação de professores) era um dos pilares de seu prestígio acadêmico.
O ano de 1969 marca o fim de uma era para o colégio, que passou por profundas transformações educacionais e administrativas nas décadas seguintes, culminando no encerramento de suas atividades como escola de ensino regular nos moldes tradicionais da época.
O altar, ricamente ornamentado, reflete o estilo litúrgico e a devoção típica das capelas de colégios católicos da metade do século XX. 
A inscrição em latim, “Sicut cervus desiderat ad fontes aquarum, ita desiderat anima mea ad te, Deus” (Como a corça anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus - Salmo 42), é um detalhe de grande valor documental, frequentemente presente em capelas desta ordem religiosa.
A normalista, vestindo o uniforme clássico da instituição, representa a última geração a ser diplomada sob a égide pedagógica tradicional que o Stella Matutina cultivou por décadas. 
A imagem carrega o peso da despedida e da transição para uma nova fase da vida das estudantes e do próprio colégio.
Este registro, vindo do acervo de Mônica Manganelli, é um componente fundamental para a preservação da memória de Juiz de Fora. 
Documentos visuais como este permitem reconstruir não apenas a arquitetura dos espaços, mas o cotidiano, a indumentária e a atmosfera espiritual vivida pelos estudantes que passaram pelo Stella Matutina. 
É um fragmento de uma Juiz de Fora que se modernizava, mas que guardava com rigor a tradição em suas instituições de ensino.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mônica Manganelli.
150
Este registro fotográfico, preservado no acervo de Antônio José Apolinário, é um documento raro da infraestrutura de saúde e da arquitetura hospitalar de Juiz de Fora em meados do século XX.
A Casa de Saúde Esperança foi uma instituição psiquiátrica fundamental para a cidade, fundada pelo Doutor Guilherme de Souza. O Doutor Guilherme foi uma figura de destaque na sociedade local, atuando não apenas como médico psiquiatra, mas também na vida política como vereador em Juiz de Fora durante a década de 1950.
Bairro Boa Vista: A fotografia mostra a fachada principal do hospital em sua localização original, na Rua Demétrio Francisco. 
Conforme o relato de Antônio José, o edifício original não existe mais, restando apenas ruínas após a venda do terreno por herdeiros.
Em um período posterior de sua história, a firma mudou de proprietário e as atividades foram transferidas para o bairro Vila Ideal, onde a instituição continuou operando sob nova gestão.
Datada provavelmente da década de 1940, revela características marcantes:
Estilo Arquitetônico: O prédio possui linhas sóbrias, típicas das construções institucionais da época, com janelas simétricas e detalhes ornamentais discretos nos frontões acima das janelas laterais.
Na restauração, é possível ver funcionários vestidos com uniformes brancos impecáveis, o que remete ao rigor e à organização do hospital naqueles anos. Entre eles, estaria o pai do Sr. Antônio José, que dedicou muitos anos de trabalho à instituição sob o comando do Doutor Guilherme.
Nota-se o terreno ainda com caminhos de terra e vegetação cuidadosa na frente, refletindo o caráter mais reservado e tranquilo que o Bairro Boa Vista possuía naquela década.
Este é um resgate importante para a memória da psiquiatria mineira e para a história familiar e profissional daqueles que ajudaram a construir a saúde em Juiz de Fora.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Antônio Jose Apolinário Apolinário
149
A Turma do Terceiro Científico (1968)
O ano de 1968 foi emblemático em todo o mundo, e em Juiz de Fora não foi diferente. 
A imagem mostra os alunos do antigo "Curso Científico" (atual Ensino Médio focado em Ciências Exatas e Biológicas) do prestigiado Colégio Machado Sobrinho.
Os Protagonistas: Da esquerda para a direita, vemos Aloísio Borges, Oswaldo Carvalhido, Ivã, José Roberto Trifiglio, Ig, Altaf, José Maria e Humberto Ferreira. 
A postura descontraída e os cadernos ou apostilas nas mãos denunciam a rotina estudantil da época.
É notável o estilo dos jovens, com calças de sarja, camisas sociais de manga curta e o clássico suéter de gola "V" usado por Humberto, além dos óculos de armação marcante que eram tendência nos anos 60.
A fotografia parece ter sido tirada em uma das ladeiras características da região central ou próxima às unidades do colégio.
O calçamento de paralelepípedos, os carros de época estacionados, e o casarão com detalhes arquitetônicos em arco à direita compõem o cenário típico da Manchester Mineira naquele período.
Ao fundo, já se nota o início da verticalização de Juiz de Fora, com prédios que começavam a mudar o horizonte da cidade.
A fotografia pertence ao acervo pessoal de Humberto Ferreira, que aparece à extrema direita na imagem.
Este registro é um testemunho da história da educação em Juiz de Fora e da formação de cidadãos que, a partir daquele terceiro científico no Machado Sobrinho, seguiriam para construir suas trajetórias na cidade.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
148
O Círculo Operário em Juiz de Fora
Fundado com o intuito de oferecer suporte que ia além do ambiente de fábrica, o Círculo Operário Juiz-forano promovia cursos de corte e costura, alfabetização e assistência básica. 
Este Grupo de Moças do Serviço Social, registrado em 1959, representa a força jovem feminina que atuava na linha de frente desses projetos, unindo formação técnica e engajamento comunitário.
A identificação da Praça Antônio Carlos como cenário é bastante provável e significativa. 
Localizada no coração do centro histórico e industrial da cidade, a praça sempre foi o ponto de encontro das massas operárias.
Ao fundo, as escadarias e o monumento reforçam a estética urbana da época.
A presença de um ônibus antigo no canto direito da imagem ajuda a situar o cotidiano da Manchester Mineira naquele período de transição urbana.
As vestimentas das jovens refletem o rigor e a elegância da época:
Saias rodadas e plissadas: Comuns na moda do final dos anos 50.
Estampas e cintos marcados: Elementos que demonstram o cuidado com a aparência, mesmo em atividades de serviço social.
É notável a presença de mulheres de diferentes origens, o que era uma marca do Círculo Operário, buscando integrar a comunidade em torno de objetivos comuns.
Este tipo de imagem é essencial para preservar a memória das instituições que ajudaram a construir o tecido social de Juiz de Fora, destacando o protagonismo feminino na assistência social antes mesmo das grandes mudanças das décadas seguintes.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
147
Esta fotografia registra um momento significativo da Semana do Menor, realizada em 09 de dezembro de 1963, nas dependências do Instituto Dom Bosco, em Juiz de Fora. 
O evento reflete as preocupações sociais e pedagógicas da década de 1960 em relação à formação da juventude.
A "Semana do Menor" era uma iniciativa voltada para a discussão de políticas públicas, educação e assistência a crianças e adolescentes. 
Naquele período, Juiz de Fora possuía uma rede de assistência e ensino profissionalizante muito ativa, liderada por instituições religiosas e filantrópicas que buscavam integrar o jovem ao mercado de trabalho e à sociedade.
O Instituto Dom Bosco é uma peça fundamental no cenário educacional da cidade, especialmente na Zona Central. 
Sob a orientação dos Salesianos, a instituição sempre teve como foco o ensino técnico e a formação integral baseada no sistema preventivo de Dom Bosco. 
A arquitetura moderna aparente na foto, com as colunas robustas e as linhas retas, é característica das instalações da época.
A imagem, preservada pelo acervo de Humberto Ferreira, apresenta um grupo heterogêneo que demonstra a colaboração entre diferentes setores da sociedade mineira: A presença de uma freira e de um padre (provavelmente Salesiano) reafirma o protagonismo da Igreja na condução do Instituto e do evento.
O grupo de homens de terno e mulheres em trajes elegantes (com destaque para os óculos escuros e penteados típicos do início dos anos 60) sugere a presença de professores, assistentes sociais e possivelmente autoridades civis engajadas na causa do menor.
À esquerda, vemos homens com trajes mais informais, possivelmente funcionários técnicos ou instrutores das oficinas de artes e ofícios do Instituto.
Este registro é um testemunho da mobilização social em Juiz de Fora antes das grandes mudanças estruturais que ocorreriam no Brasil nos anos seguintes. 
O fato de o evento ocorrer em dezembro sugere um encerramento de ciclo letivo e de atividades sociais, reforçando o papel do Instituto Dom Bosco como um centro comunitário vibrante para a região.
O trabalho de preservação deste acervo permite entender como a cidade se organizava para cuidar de suas futuras gerações em um momento de transição política e social no país.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
146
Esta é uma peça riquíssima da história de Juiz de Fora, conectando uma das famílias mais influentes da indústria têxtil Brasileira ao cotidiano da elite da época.
Trata-se de um Ford Modelo A (o sucessor do icônico Modelo T), provavelmente fabricado entre 1928 e 1930. O detalhe da placa (S-28-30) reforça essa datação.
A identificação de Juiz de Fora na placa é um registro valioso, pois, na década de 1920, os sistemas de emplacamento eram muito mais descentralizados e simples do que os atuais.
Este trecho da Rio Branco, no Bairro Passos, era (e ainda é) uma área de residências imponentes.
A Residência: O número 3029 remete à tradicional vizinhança da família Mascarenhas. 
Vale lembrar que a proximidade com a fábrica e o centro de poder da cidade fazia desta avenida o local de moradia por excelência da burguesia industrial mineira.
Doutor Ulysses Guimarães Mascarenhas: O menino na foto, que mais tarde se tornaria um respeitado médico, carrega o sobrenome que transformou Juiz de Fora na "Manchester Mineira".
Bernardo Mascarenhas: O pai de Ulysses foi o visionário responsável pela construção da Usina de Marmelos (a primeira hidrelétrica da América do Sul) e da Fábrica de Tecidos Bernardo Mascarenhas.
O comentário de Humberto Ferreira revela a intrincada rede social da época, unindo os Mascarenhas aos Villela de Andrade, outra família de grande prestígio.
Fotografias como esta, preservadas em acervos como o de Humberto Ferreira, são fundamentais para entender a evolução urbana de Juiz de Fora. 
Elas mostram a transição para a modernidade, onde o cavalo e a carroça começavam a ceder espaço definitivamente para o motor a combustão, simbolizando o progresso que a família Mascarenhas tanto promoveu.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira
145
Esta fotografia é um registro precioso que une a história familiar à memória urbana de Juiz de Fora. 
A imagem de Zilah A. Santos, capturada em agosto de 1945, oferece um vislumbre fascinante de uma era de transição, tanto para a cidade quanto para o mundo.
A fachada que aparece ao fundo é a da Santa Casa de Misericórdia, uma das instituições de saúde mais tradicionais da região. 
Em 1945, o prédio ainda preservava elementos arquitetônicos clássicos que, ao longo das décadas, foram modificados ou cercados pelo crescimento vertical do complexo hospitalar. 
Ver essa estrutura original ajuda a entender como a configuração da Avenida Barão do Rio Branco (antiga Rua Direita) era mais espaçosa e arborizada.
A data citada por Humberto Ferreira é extremamente significativa. 
Agosto de 1945 foi o mês em que a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. 
É provável que Juiz de Fora, assim como o restante do Brasil, estivesse vivendo um clima de alívio e expectativa pelo retorno dos pracinhas.
Dona Zilah apresenta a elegância típica da época, com o uso de um conjunto escuro (provavelmente azul-marinho ou preto, como sugerido na colorização), colar de pérolas e o cabelo com ondas bem marcadas, estilo muito popular na década de 1940.
O fato de este registro estar preservado no acervo de Humberto Ferreira é um exemplo da importância dos arquivos particulares para a história local. Enquanto os documentos oficiais narram os fatos políticos, são essas fotos que humanizam o passado, mostrando como as pessoas se vestiam, onde passeavam e como interagiam com os monumentos da cidade.
Essa imagem é mais do que um retrato de família; é uma peça do quebra-cabeça que compõe a identidade de Juiz de Fora, mantendo viva a memória de "Nossa Gente".
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
144
Esta fotografia, datada de 10 de outubro de 1963, captura um momento de profunda relevância social e educacional em Juiz de Fora. 
O registro do "Grupo de Estudos da Segunda Semana do Menor", realizado no SENAI, reflete a mobilização de diferentes setores da sociedade para debater o futuro da juventude em um período de grandes transformações no Brasil.
Na década de 1960, havia uma crescente preocupação com a formação profissional e a assistência social ao menor. A realização de uma "Segunda Semana" indica que existia um esforço contínuo e organizado para estruturar políticas de amparo e educação.
O Papel do SENAI: Como sede do evento, o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) já se consolidava como o braço fundamental para a profissionalização. O grupo de estudos provavelmente debatia como integrar esses jovens ao mercado de trabalho industrial que se expandia na cidade.
A imagem é notável pela presença predominante de mulheres, incluindo uma religiosa (freira), o que sublinha o papel das instituições de caridade e das educadoras na assistência social da época.
A sobriedade das roupas, os óculos de armação clássica e a postura atenta das participantes demonstram o caráter formal e técnico do grupo de estudos. Não era apenas um encontro social, mas uma mesa de trabalho com cadernos e anotações em mãos.
A freira à esquerda simboliza a forte influência da Igreja Católica na gestão de orfanatos, escolas e projetos sociais em Juiz de Fora durante meados do século XX.
O ambiente interno apresenta janelas amplas (estilo basculante) e paredes claras, típicas das construções institucionais modernas daquele período. O mobiliário de madeira e o piso frio reforçam a estética funcional das salas de aula e reunião do SENAI de então.
Acervo Humberto Ferreira: A fonte original que guardou o suporte físico da memória.
O uso da Inteligência Artificial para restaurar e colorir esta imagem não apenas recupera a nitidez, mas "humaniza" o registro, permitindo-nos perceber detalhes como os tons dos tecidos e as expressões faciais com uma clareza que o preto e branco original muitas vezes oculta.
Em outubro de 1963, o Brasil vivia meses de intensa efervescência política antes dos eventos de 1964. Ver um grupo focado no "bem-estar do menor" mostra que, para além da alta política, a sociedade civil de Juiz de Fora estava preocupada com as bases da formação social e profissional da próxima geração.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
143
Essa fotografia, pertencente ao acervo de Soraya Fassheber, é um documento de extrema elegância que captura a essência social de Juiz de Fora no final da década de 1950. 
A composição, que sugere uma capa ou página principal de revista, une a beleza humana à paisagem urbana que moldou a identidade da cidade.
A jovem Provavelmente identificada como Nazareth Teodoro da Silva representa o ideal estético da época: uma elegância clássica, com vestido acinturado e acessórios discretos (como o medalhão e a pulseira), típicos da moda jovem da transição dos anos 50 para os 60. Sua expressão radiante personifica o título que a cidade ostentava com orgulho.
A menção ao poeta Manuel Bandeira é um dos marcos afetivos da historiografia juiz-forana. 
Ao chamar Juiz de Fora de "O Primeiro Sorriso de Minas", Bandeira imortalizou a sensação de quem chegava do Rio de Janeiro e encontrava, logo após a subida da serra, uma cidade vibrante, acolhedora e que servia de porta de entrada para a hospitalidade mineira. 
A foto traduz exatamente esse espírito de frescor e acolhimento.
Ao fundo, a cidade se estende com sua arquitetura característica da época. 
O olhar atento do fotógrafo Dílson posicionou a modelo em um plano elevado, permitindo que as casas de telhado colonial e as colinas ao redor criassem um contraste entre o desenvolvimento urbano e a natureza.
A profundidade de campo da imagem original revela uma Juiz de Fora ainda bucólica em suas encostas, mas já densa em seu núcleo central.
A presença do nome de Gasparino Damata reforça a importância intelectual do registro. 
Damata foi um cronista e jornalista influente, conhecido por registrar a vida social e os costumes da região. 
Uma reportagem escrita por ele, acompanhada pelas fotos de Dílson, certamente era uma peça de destaque na imprensa local ou nacional, elevando a imagem de Juiz de Fora como um polo de cultura e beleza.
Registros como este mostram que Juiz de Fora não era apenas a "Manchester Mineira" do trabalho e das fábricas, mas também uma cidade de vida social eufórica, reconhecida por sua elite intelectual e pela beleza de seu povo. 
É uma memória que celebra a identidade mineira sob uma luz de modernidade e otimismo.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Soraya Fassheber
142
Bairro Santa Luzia 
A inauguração do convênio entre o SESI e a Sociedade Pró-Melhoramentos, em 09 de agosto de 1964, simboliza o esforço comunitário para levar assistência e educação à região sul de Juiz de Fora.
Na década de 1960, o Bairro Santa Luzia passava por uma fase de consolidação urbana e crescimento demográfico. 
A criação de parcerias com o SESI era estratégica, pois visava atender à crescente população de trabalhadores da indústria que se estabeleciam na região, oferecendo serviços que iam desde o ensino básico até assistência social e lazer.
O registro captura o ato solene do corte da fita inaugural. 
A presença de autoridades em trajes formais (ternos escuros) contrasta com o público ao fundo, composto por mulheres e crianças, evidenciando o caráter familiar e comunitário do evento.
A parceria com a Sociedade Pró-Melhoramentos é um ponto de destaque. Essas sociedades eram o motor do progresso nos Bairros de Juiz de Fora, atuando como o braço político e social dos moradores para reivindicar infraestrutura e serviços básicos.
Notem o estilo dos óculos escuros de uma das senhoras ao fundo e os cortes de cabelo curtos, típicos da transição estilística do início dos anos 60.
Registros como este do Acervo Humberto Ferreira são essenciais para preservar a memória da organização civil em Juiz de Fora. 
Eles documentam não apenas a construção física do Bairro, mas a construção da cidadania e da identidade local através de instituições que moldaram a vida social da comunidade.
Este evento de 1964 ocorreu em um domingo, marcando o início de uma nova fase de serviços assistenciais que ajudariam a definir o perfil do Santa Luzia nas décadas seguintes.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
141
Esta fotografia colorizada do acervo de Ítalo Cigani Luiz é um registro histórico inestimável do esporte e da sociedade em Juiz de Fora. 
Ela imortaliza uma pirâmide acrobática complexa realizada por uma equipe de elite do Clube Ginástico em 1948, sob a orientação do lendário Professor Ítalo Paschoal.
O Professor Ítalo Paschoal e o Legado de Excelência
A formação apresentada não é um simples exercício físico; é uma demonstração de técnica, confiança e força bruta.
O Professor Ítalo Paschoal foi o grande expoente da ginástica em Juiz de Fora nas décadas de 1940, 50 e 60. 
Ele implementou um rigor técnico baseado em escolas europeias (provavelmente a tradição alemã do Turnverein), que exigia não apenas força, mas uma coordenação milimétrica.
Vemos cinco homens perfeitamente coordenados. 
Os dois na base sustentam a maior carga em uma posição de agachamento profundo. Os dois intermediários usam uma escada de madeira como ponto de ancoragem, enquanto o quinto atleta realiza o equilíbrio final no topo. O controle dos músculos abdominais e posturais de todos os envolvidos é impressionante para a época, sugerindo um treinamento contínuo e intenso.
Os atletas vestem o uniforme oficial da época: regatas e calças de ginástica largas (pantalonas) em branco puro, que realçam a estética dos movimentos.
No centro de cada regata, vê-se claramente o brasão do Clube Ginástico. 
A colorização preservou esse detalhe, que no contexto de Juiz de Fora seria, provavelmente, nas cores verde e branco, alternadas em faixas com um emblema específico (cruzes ou símbolos de força). Este escudo era um símbolo de honra e pertencimento.
A Avenida Barão do Rio Branco, 1318, era a sede dessa instituição.
Situado na principal avenida da cidade, o Clube Ginástico era o ponto de encontro da juventude que buscava a formação clássica da educação física. A localização estratégica facilitava o acesso e a integração com a comunidade local.
A imagem captura um pátio interno ou ginásio de treinamento. 
A colorização trouxe à vida elementos como o telhado de metal galvanizado e madeira, a cesta de basquete com tabela de madeira ao fundo e, crucialmente, uma placa comercial.
A Placa da "Perfumaria Rosita": Este é um "easter egg" histórico incrível. A placa visível ao fundo diz "PERFUMARIA ROSITA - AQUÍ ESTÁ O SEU PERFUME". A colorização preservou o texto, que ajuda a datar o contexto urbano da Barão do Rio Branco, mostrando como as empresas locais se anunciavam e como o clube estava inserido no tecido comercial da cidade.
Esta fotografia não apenas documenta um momento esportivo, mas também a arquitetura comercial, a publicidade local e a identidade cultural de Juiz de Fora no final da década de 1940. 
É um testemunho visual de uma instituição que moldou o caráter e o corpo de gerações de juiz-foranos.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Italo Cigani Luiz
140
Esta fotografia é um registro extraordinário da era de ouro da educação física e do desporto em Juiz de Fora. 
Ela imortaliza o rigor técnico e a disciplina que definiram o Clube Ginástico sob a orientação de mestres lendários.
Situado na Avenida Barão do Rio Branco, 1318, o Clube Ginástico era mais do que um espaço esportivo; era um centro de excelência física. 
A localização era privilegiada, no coração da principal artéria da cidade, facilitando o acesso da juventude juiz-forana que buscava a formação clássica da ginástica de aparelhos.
A menção ao Professor Ítalo Paschoal em 1961 é fundamental. 
Ele foi um dos grandes nomes da ginástica no Brasil, reconhecido por sua competência técnica e pelo alto nível de exigência.
A imagem mostra as Barras Paralelas, onde os atletas demonstram um controle corporal impressionante (equilíbrios e suspensões).
Sob sua batuta, o Clube Ginástico formou gerações de atletas que levavam o nome de Juiz de Fora a competições estaduais e nacionais, mantendo viva a tradição alemã do Turnverein adaptada à realidade brasileira.
A bandeira ao fundo, com suas listras horizontais e o brasão central, era o símbolo máximo da honra dos atletas. 
No Clube Ginástico, o esporte era visto como uma ferramenta de formação de caráter, e a bandeira representava esse compromisso com a instituição e com a cidade.
A preservação deste registro pelo acervo de Ítalo Cigani Luiz é de um valor histórico inestimável. Fotografias de ginástica de aparelhos dessa época são raras devido à dificuldade técnica de capturar movimentos em ambientes internos com a iluminação de 1961.
Este registro é uma prova visual da "Escola de Campeões" que funcionava no número 1318 da Rio Branco, um tempo em que a precisão milimétrica e a força bruta se uniam em harmonia perfeita sob o comando do Prof. Ítalo Paschoal.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Italo Cigani Luiz
139
Bairro Santa Luzia
O evento em questão, ocorrido em 09 de agosto de 1964, celebra a parceria entre o SESI (Serviço Social da Indústria) e a Sociedade Pró-Melhoramentos (SPM) do bairro.
Na década de 1960, o Bairro Santa Luzia passava por um processo de expansão e consolidação como um importante núcleo residencial e operário. 
A união entre o SESI e a SPM visava suprir carências básicas da comunidade, focando especialmente em: O convênio permitia que os moradores tivessem acesso a atendimentos de saúde que, até então, eram escassos na região.
Educação e Qualificação: Promoção de cursos e atividades de alfabetização e lazer para as famílias dos trabalhadores das indústrias locais.
A Fotografia captura o momento solene do discurso, provavelmente durante o descerramento de uma placa comemorativa ou inauguração de uma sala de atendimento.
Notem o rigor das vestimentas (ternos escuros, vestidos estruturados e o uso de pérolas), refletindo a importância e a formalidade que as inaugurações de obras sociais carregavam naquele período.
A presença de crianças e famílias demonstra o caráter comunitário do evento. O Santa Luzia sempre teve uma identidade muito forte ligada às suas associações de moradores.
A preservação deste registro através do acervo de Humberto Ferreira é vital para a memória de Juiz de Fora. 
Fotografias como esta documentam não apenas a evolução urbana, mas a organização civil dos Bairros da Zona Sul. 
A Sociedade Pró-Melhoramentos de Santa Luzia foi, durante décadas, o principal braço de reivindicação por melhorias como calçamento, iluminação e transporte.
Nesta mesma época, o Bairro Santa Luzia começava a se destacar no cenário esportivo e cultural da cidade, consolidando tradições que perduram até hoje, como o seu forte envolvimento com o futebol amador e o carnaval.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
138
Essa fotografia é um registro histórico precioso da vida cultural e religiosa de Juiz de Fora. O Coral Santa Cecília.
Representa uma era de ouro da música sacra e do associativismo comunitário na cidade.
O Contexto Histórico: 23 de Novembro de 1958
Nesta data, o grupo estava reunido nas escadarias da Igreja de São Sebastião, um dos marcos arquitetônicos e espirituais do centro de Juiz de Fora. 
A década de 1950 foi um período de intensa atividade litúrgica, onde os corais não apenas acompanhavam as missas, mas eram o centro de eventos sociais e culturais significativos.
O figurino dos presentes reflete o rigor e a elegância da época: as mulheres com vestidos rodados e cortes clássicos, e os homens (incluindo o clérigo à direita) em trajes formais. 
A presença de crianças e jovens no centro destaca o caráter geracional e educativo do coral.
Nomeado em homenagem à padroeira dos músicos, o Coral Santa Cecília de Juiz de Fora tem uma trajetória ligada à excelência vocal.
Corais como este foram fundamentais para manter viva a tradição do canto gregoriano e da polifonia clássica na região.
Além do aspecto técnico, funcionavam como núcleos de convivência, unindo famílias inteiras em torno da música.
A menção ao acervo de Humberto Ferreira é fundamental para a preservação da memória juiz-forana.
Humberto Ferreira e um amigo dedicado, cujos registros capturaram não apenas eventos oficiais, mas o cotidiano e a evolução urbana da "Manchester Mineira".
Documentos vindos deste acervo são fontes primárias para historiadores e entusiastas que buscam entender a composição social de meados do século XX.
A imagem colorizada ajuda a aproximar o observador da realidade daquele dia, dando vida aos tons de pele, às texturas dos tecidos e à sobriedade da fachada da igreja, permitindo que a história saia do campo estático do preto e branco para uma percepção mais imediata e humana.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
137
O anverso desta fotografia de Alberto Cohen é um exemplar clássico da retratística de estúdio da virada do século XIX para o XX, carregando marcas visuais que ajudam a datar e contextualizar a imagem.
A marca no rodapé do passe-partout identifica o autor. 
Alberto Cohen foi um fotógrafo de renome com atuação marcante no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Ter um retrato assinado por Cohen indicava que a família buscava um profissional estabelecido, conhecido pela qualidade técnica e pela composição artística.
O uso de letras em caixa alta, gravadas diretamente no cartão, era a "marca registrada" dos grandes estúdios para garantir que a autoria fosse preservada ao longo das décadas.
A fotografia está montada em um cartão rígido com bordas arredondadas, uma técnica utilizada para proteger a emulsão fotográfica (geralmente albumina ou colódio) contra o enrolamento e danos físicos.
A moldura interna com cantos arredondados é uma característica estética comum entre 1890 e 1910, servindo para suavizar a transição entre a imagem e a borda do papel.
O uso de uma cadeira ou suporte revestido com tecido floral (ou tapeçaria) servia para elevar a criança menor, mantendo todos os sujeitos no plano focal. O tecido ajudava a difundir a luz e esconder as pernas dos suportes metálicos que muitas vezes eram usados para manter as crianças imóveis durante a longa exposição.
As crianças vestem trajes formais da época, como as golas largas (estilo marinheiro ou Lord Fauntleroy) e botas de cano alto com botões, o que reforça a natureza cerimonial da ida ao fotógrafo.
No anverso original, notam-se pequenos pontos brancos (oxidação ou perda de emulsão) e manchas de umidade. 
Isso é esperado em fotos desse período, causadas muitas vezes pela reação química dos componentes da foto com a acidez do cartão ou a umidade do ar ao longo de mais de 100 anos.
Este anverso é um testemunho da transição da fotografia de um artigo de luxo extremo para uma forma de registro familiar mais acessível, mas que ainda mantinha um alto padrão de elegância e formalidade.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira  
136
O Legado da Photo-Santos e o Retrato de 1919
A fotografia que você preserva é um registro valioso não apenas da história familiar, mas também do desenvolvimento urbano e social de Juiz de Fora no início do século XX.
Localizado no coração da cidade, na Rua Halfeld, 300, o estúdio Photo-Santos foi um dos pontos de referência para a elite e as famílias tradicionais da época.
A Rua Halfeld, já naquela época, era o principal eixo comercial e social de Juiz de Fora. 
Estar no número 300 significava ocupar uma posição de prestígio, próxima ao movimento dos cafés e das grandes confeitarias.
Pelo estilo do cartão (o passe-partout decorado), o estúdio seguia o padrão europeu de retratos de gabinete, utilizando iluminação controlada para destacar a fisionomia e a vestimenta, conferindo um ar de sobriedade e importância aos retratados.
O Retrato do Casal Sá Moreira (1919)
O ano de 1919 é particularmente interessante. O mundo e o Brasil estavam saindo do impacto da Gripe Espanhola (1918) e vivendo a euforia do pós-Primeira Guerra Mundial.
No retrato, o figurino reflete a transição da Belle Époque para a modernidade dos anos 20. O cuidado com o traje do Sr. Sá Moreira (o terno impecável e o bigode bem aparado) e a elegância austera da Sra. Sá Moreira indicam uma posição social estabelecida.
A pose, com ela em pé e ele sentado, era comum na época, simbolizando o apoio familiar e a estrutura da união. 
O mobiliário de vime (a cadeira) era um elemento de cena popular em estúdios brasileiros para dar um toque de leveza e "brasilidade" aos retratos formais.
Registros como este são fundamentais para entender a Juiz de Fora antiga. 
O acervo da Photo-Santos ajuda a mapear quem eram as famílias que moldaram a cidade no período de sua industrialização e auge cultural.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
135
O Bairro Floresta e a Herança da Família Assis
Esta fotografia de julho de 1977 é um documento raro que ilustra a permanência histórica em Juiz de Fora. 
Mais do que um registro familiar, ela captura a entrada de uma das propriedades mais tradicionais da região: a Fazenda da Floresta.
A Origem: De Francisco a Dona Carolina de Assis
Diferente de outras áreas da cidade que pertenceram a Mariano Procópio, a Fazenda da Floresta consolidou sua história sob o comando de Francisco Ribeiro de Assis, que adquiriu as terras em 1858.
Após sua morte, a fazenda tornou-se um exemplo notável de gestão feminina no século XIX. 
Dona Carolina de Assis assumiu a liderança, administrando com sucesso a produção cafeeira e expandindo o prestígio da propriedade. 
O legado dessa gestão é tão sólido que, até hoje, parte das terras e o conjunto arquitetônico permanecem com seus descendentes, um caso raro de continuidade familiar por quase 170 anos.
A Sede e a Igreja: A descrição de Marciano Vieira, sob a luz desses fatos, revela a estrutura da fazenda: Ao fundo, a sede mencionada faz parte do conjunto construído por volta de 1850. 
A preservação desses prédios pela Agropecuária Fazenda da Floresta mantém viva a arquitetura do período imperial.
Toponímia (Retiro e Paiol Queimado): Antes de ser "Floresta", a área era conhecida como Retiro ou Paiol Queimado. 
Isso explica por que o Bairro vizinho herdou o nome "Retiro", evidenciando como a extensão da fazenda moldou a geografia atual da Zona Sudeste.
O Campo de Várzea: O campo de futebol visível na foto representa o uso social das terras da fazenda, que por décadas serviram como ponto de encontro para a comunidade local, unindo a tradição rural ao lazer urbano.
A imagem registra o avô de Marciano com membros da família Assis, os próprios guardiões dessa história. Em uma época em que Juiz de Fora passava por um crescimento urbano acelerado, a cena da carroça em frente ao campo de futebol simboliza a resistência de um modo de vida que definiu a identidade do bairro Floresta: uma mistura de aristocracia cafeeira, trabalho rural e a hospitalidade típica das antigas sedes mineiras.
Este registro é um pilar importante para a memória de Juiz de Fora, corrigindo o entendimento sobre a posse das terras e celebrando a preservação do patrimônio arquitetônico da cidade.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Marciano Vieira
134
A Faculdade de Serviço Social de Juiz de Fora ocupa um lugar de destaque na história da educação mineira e brasileira, sendo fruto de um movimento de profissionalização da assistência social que ganhava força em meados do século XX.
A faculdade foi fundada em 1958, em um período em que Juiz de Fora se consolidava como um polo educacional de vanguarda. 
Inicialmente, ela não nasceu integrada à universidade federal; sua criação esteve ligada a iniciativas que buscavam transformar a caridade e o assistencialismo em uma prática técnica, científica e sistematizada.
A formatura da primeira turma em 1961 é um divisor de águas. 
Essas pioneiras (compostas majoritariamente por mulheres, como reflete a imagem da época) foram as primeiras a receber uma formação acadêmica estruturada para lidar com as questões sociais da cidade e região.
Naquela época, a formação era fortemente influenciada pela doutrina social da Igreja e por métodos europeus e norte-americanos de "Serviço Social de Caso, Grupo e Comunidade".
As formandas de 1961 foram preparadas para atuar em fábricas (setor têxtil forte em Juiz de Fora), hospitais e órgãos públicos, enfrentando o desafio de legitimar uma profissão que ainda era muito nova no Brasil.
Pouco tempo após a formatura dessa primeira turma, a faculdade foi integrada à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que havia sido criada em 1960. Essa federalização foi crucial para a expansão da pesquisa e a consolidação acadêmica da unidade, que hoje é reconhecida nacionalmente pela excelência no ensino e pela produção crítica de conhecimento.
Falar sobre a turma de 1961 é reconhecer o início da transição do Serviço Social em Juiz de Fora de uma prática voluntariosa para uma profissão de nível superior.
O acervo dessas primeiras turmas guarda a memória das transformações urbanas de Juiz de Fora, registrando as condições de vida da classe trabalhadora e o papel das mulheres no ensino superior em um período de grande efervescência política e social.
A imagem das formandas de beca e capelo representa não apenas o sucesso individual daquelas mulheres, mas o nascimento de uma consciência acadêmica sobre a "questão social" na Manchester Mineira.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
133
A Faculdade de Serviço Social de Juiz de Fora ocupa um lugar de destaque na história da educação mineira e brasileira, sendo fruto de um movimento de profissionalização da assistência social que ganhava força em meados do século XX.
A faculdade foi fundada em 1958, em um período em que Juiz de Fora se consolidava como um polo educacional de vanguarda. 
Inicialmente, ela não nasceu integrada à universidade federal; sua criação esteve ligada a iniciativas que buscavam transformar a caridade e o assistencialismo em uma prática técnica, científica e sistematizada.
A formatura da primeira turma em 1961 é um divisor de águas. 
Essas pioneiras (compostas majoritariamente por mulheres, como reflete a imagem da época) foram as primeiras a receber uma formação acadêmica estruturada para lidar com as questões sociais da cidade e região.
Naquela época, a formação era fortemente influenciada pela doutrina social da Igreja e por métodos europeus e norte-americanos de "Serviço Social de Caso, Grupo e Comunidade".
As formandas de 1961 foram preparadas para atuar em fábricas (setor têxtil forte em Juiz de Fora), hospitais e órgãos públicos, enfrentando o desafio de legitimar uma profissão que ainda era muito nova no Brasil.
Pouco tempo após a formatura dessa primeira turma, a faculdade foi integrada à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que havia sido criada em 1960. Essa federalização foi crucial para a expansão da pesquisa e a consolidação acadêmica da unidade, que hoje é reconhecida nacionalmente pela excelência no ensino e pela produção crítica de conhecimento.
Falar sobre a turma de 1961 é reconhecer o início da transição do Serviço Social em Juiz de Fora de uma prática voluntariosa para uma profissão de nível superior.
O acervo dessas primeiras turmas guarda a memória das transformações urbanas de Juiz de Fora, registrando as condições de vida da classe trabalhadora e o papel das mulheres no ensino superior em um período de grande efervescência política e social.
A imagem das formandas de beca e capelo representa não apenas o sucesso individual daquelas mulheres, mas o nascimento de uma consciência acadêmica sobre a "questão social" na Manchester Mineira.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
132
Esta é uma fotografia de valor histórico inestimável, capturando um momento de intimidade familiar que conecta diferentes gerações dos Arcuri, uma família fundamental na construção da identidade e do desenvolvimento de Juiz de Fora.
A Fotografia, datada de 1921, serve como um ponto de encontro entre a memória oral e a crônica social da cidade. 
Abaixo, apresento uma síntese sobre o contexto dessa fotografia, conciliando as valiosas informações trazidas pelos depoimentos:
O Contexto Familiar e Histórico
A fotografia retrata a família de Raphael Arcuri e Isabella (Isa) Arcuri. 
O cenário, uma residência construída pela Companhia Pantaleone Arcuri, remete ao papel central que essa empresa desempenhou na arquitetura e no progresso urbano de Juiz de Fora, sendo responsável por erguer monumentos e residências que até hoje compõem o patrimônio histórico da cidade.
Identificando a Cena
Os comentários de Gerson Occhi e Miriam Arcuri trazem nomes que são pilares da história local. A cena é composta por:
O Casal Central: Raphael Arcuri (em pé) e Isabella "Isa" Arcuri (sentada).
Os Filhos: Da esquerda para a direita, vemos a prole que daria continuidade ao legado da família: Tio Hugo, Tio Pantaleone, Tia Nella (Christina), Ricardo Arcuri (identificado pelo depoimento como o menino de "olhinhos azuis"), Tia Lydia (ao lado da avó Isa)
Os depoimentos destacam não apenas a importância dos doutores da família, mas também a humanidade com que tratavam seus funcionários e colaboradores, descritos como verdadeiros pais. 
Essa relação de respeito e proximidade é um testemunho da cultura de trabalho e acolhimento da época.
A "Casa dos Bracher": A menção de que a família morava na casa construída pelos Bracher, erguida pela Cia. 
Pantaleone, reforça a interconexão das grandes famílias da elite e da indústria juiz-forana no início do século XX.
O fato de a foto ter sido compartilhada com reflexões de quem viveu o cotidiano da empresa (como a esposa de Gerson) transforma este documento em uma peça de "história viva", que vai além do arquivo e toca na memória afetiva de quem conviveu com os descendentes.
Esta Fotografia, restaurada, não apenas preserva os traços de uma família tradicional, mas homenageia um tempo de labor e convívio que moldou a sociedade de Juiz de Fora.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Gerson Occhi 
131
Desfile Cívico de 07 de Setembro de 1965 em um dos trechos mais nobres da Avenida Barão do Rio Branco.
A imagem é um testemunho da grandiosidade dos desfiles daquela época, onde a cidade inteira se mobilizava para ver as instituições de ensino ocuparem a avenida principal.
As alunas do Colégio Santos Anjos aparecem aqui em formação impecável. 
Em 1965, o desfile não era apenas uma obrigação cívica, mas uma demonstração de orgulho escolar.
Nota-se o uso das luvas brancas e o alinhamento rigoroso, características das "balizas" e do corpo principal do desfile, que exigiam meses de ensaio para atingir essa perfeição estética.
O Colégio Santos Anjos, como uma das instituições católicas mais tradicionais da cidade, era sempre um dos pontos altos do desfile, atraindo aplausos do público que se aglomerava nas calçadas (visível à direita).
O prédio ao fundo é uma joia da memória urbana de Juiz de Fora. 
Trata-se do antigo Instituto Santos Anjos, que ficava estrategicamente localizado na esquina da Avenida Barão do Rio Branco.
É possível observar as janelas altas, o trabalho de relevo na fachada e a sacada central, onde, nesta foto, vemos pessoas (possivelmente freiras e convidados) acompanhando o desfile de uma posição privilegiada.
Esse casarão histórico deu lugar ao progresso vertical da cidade. 
Hoje, o local é ocupado por uma agência do Banco Itaú, servindo como um exemplo marcante da transição do perfil residencial/educacional da Barão do Rio Branco para o perfil comercial e financeiro que domina o centro atualmente. 
Observem a diversidade das pessoas na calçada, homens de terno, crianças e famílias inteiras, todos trajando suas "roupas de domingo" para prestigiar o feriado nacional.
A árvore à esquerda e os prédios vizinhos ajudam a situar o observador na perspectiva clássica da Rio Branco, antes da intensa verticalização que ocorreria nas décadas seguintes.
Esta restauração permite que os detalhes, como o brilho das meias brancas e as texturas das fachadas, nos transportem diretamente para aquela manhã de sol de 1965 em Juiz de Fora.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Lea Senra 
130
Esta é uma das imagens mais emblemáticas da vida acadêmica e social de Juiz de Fora em meados da década de 1960. 
A fotografia registra as Normalistas do Colégio Santos Anjos em um momento de confraternização nos degraus do famoso Castelinho, capturando a essência de uma era de ouro da educação na cidade.
O curso Normal era, na época, um dos mais prestigiados para as jovens juiz-foranas. 
Formar-se "Normalista" no Colégio Santos Anjos não era apenas um passo acadêmico, mas um rito de passagem social.
O Uniforme: O clássico uniforme, com a blusa branca impecável, o laço e a saia plissada escura (geralmente azul-marinho), era um símbolo de disciplina e elegância reconhecido em toda a cidade.
Identidade: As normalistas eram figuras centrais em desfiles cívicos e eventos culturais, representando o ideal de educação da época.
O Cenário: O Castelinho
A escadaria do Castelinho servia como o pano de fundo perfeito para fotos de turmas e formaturas devido à sua arquitetura imponente.
Estilo: O prédio é um marco da arquitetura eclética em Juiz de Fora, com detalhes que remetem a construções europeias, o que conferia às fotos uma estética clássica e atemporal.
Localização: Situado no complexo do colégio na Avenida Garibaldi Campinhos -  nº 170 – Vitorino Braga, o Castelinho sempre foi o "coração" visual da instituição.
A menção ao acervo de Lea Senra é fundamental para a preservação desta memória. 
Lea, figura muito respeitada na sociedade local e ex-aluna, dedicou-se a manter vivos esses registros, que hoje permitem reconstruir visualmente a história dos costumes e da educação em Juiz de Fora.
Detalhes da Época (1965)
Em 1965, Juiz de Fora vivia uma efervescência cultural e política. Nas fotos desse período, é possível notar:
Penteados: O uso do volume nos cabelos (estilo bouffant) e cortes bem estruturados, típicos da transição entre os anos 50 e 60.
Postura: A rigidez e, ao mesmo tempo, a alegria contida das alunas, refletindo a transição de uma educação muito tradicional para os novos ares da juventude daquela década.
Essa Fotografia é um testemunho da importância do Colégio Santos Anjos na formação de gerações de mulheres que atuaram diretamente na educação e na cultura da região.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Lea Senra
129
Esta fotografia de forma impressionante, do Acervo de Margarete Costa, oferece um vislumbre único e íntimo da história rural de Juiz de Fora, mais especificamente na região que hoje conhecemos como o vibrante Bairro São Pedro.
A imagem captura a família de Alzira Munck posando sobre um grande carro de bois, em frente a uma colina gramada, em uma data que, embora não informada, sugere as primeiras décadas do século XX.
A Identidade Rural de São Pedro: Antes de se tornar o polo de expansão urbana, universitária e comercial que é hoje, a região de São Pedro era dominada por sítios, fazendas e uma paisagem essencialmente rural. 
A fotografia é um documento visual precioso desse período de transição. 
O carro de bois, um meio de transporte e trabalho arcaico, mas vital na época, é o símbolo perfeito desse estilo de vida.
O comentário de Margarete Costa destaca um elemento fundamental na formação de Juiz de Fora: a forte imigração alemã. 
A "Manchester Mineira" foi um dos principais destinos de colonos alemães no século XIX. 
A presença de famílias como a de Alzira Munck, de ascendência alemã, no São Pedro, reflete a disseminação e o impacto dessa comunidade na ocupação e no desenvolvimento das áreas periféricas da cidade. 
Seus sobrenomes e costumes ajudaram a moldar a identidade cultural da região.
A imagem traz uma vivacidade impressionante à cena. 
A disposição da família no carro de bois é formal e orgulhosa. 
As oito crianças, com suas roupas variadas e expressões distintas, e a avó Alzira Munck, em seu vestido claro e pose maternal, criam uma narrativa familiar rica e atemporal. 
A cor azul da camisa de um dos meninos, o rosa de uma menina e os tons terrosos do carro de bois ganham uma nova dimensão.
A colina gramada ao fundo, que Margarete descreve como o sítio de seus avós, mostra uma topografia que ainda hoje é reconhecível na região de São Pedro, mas em uma forma muito mais intocada e não urbanizada. 
É o cenário perfeito para uma vida baseada na terra.
Importância do Acervo Margarete Costa
Preservar e compartilhar imagens como esta, do Acervo Margarete Costa, é vital para a memória de Juiz de Fora. 
Ela nos lembra que cada bairro, mesmo os mais modernos e movimentados, carrega uma história profunda de trabalho, família e comunidades que os construíram. 
Esta fotografia não é apenas um registro familiar, mas um fragmento da história coletiva de São Pedro e de Juiz de Fora.
Ver o Bairro São Pedro hoje, com a UFJF, estádios e intenso comércio, e contrastar com esta imagem de um sítio rural e um carro de bois, é uma poderosa demonstração da velocidade e da escala da transformação urbana.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Margarete Costa 
128
Reunião da Equipe e Familiares da Sulacap (16 de Setembro de 1940)
Este registro fotográfico captura um momento de celebração e integração da Sul América Capitalização (Sulacap) em Juiz de Fora. 
A imagem é um documento valioso da organização corporativa e do perfil social da cidade no início da década de 1940.
Reunião da Equipe e Familiares da Sulacap (16 de Setembro de 1940)
Este registro fotográfico captura um momento de celebração e integração da Sul América Capitalização (Sulacap) em Juiz de Fora. A imagem é um documento valioso da organização corporativa e do perfil social da cidade no início da década de 1940.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira
127
Esta fotografia, pertencente ao acervo de Elton Belo Reis, é um exemplar magnífico do formato Cabinet Portrait (Retrato de Gabinete), que dominou os estúdios fotográficos na segunda metade do século XIX. 
A imagem, agora revitalizada através da Inteligência Artificial, permite um olhar mais nítido sobre o trabalho de um dos nomes mais importantes da fotografia imperial e republicana: Otto Hees.
A Fotografia de Otto Hees (1870–1941)
Embora Otto Hees seja frequentemente citado ao lado de seu pai, Pedro Hees, ele construiu uma identidade técnica e artística própria. 
Esta imagem de crianças, capturada no final do século XIX, reflete a transição entre o rigor técnico alemão e a crescente sensibilidade da fotografia comercial brasileira.
O Formato Cabinet Portrait: Popularizado a partir de 1860, o formato era maior que a carte-de-visite, permitindo maior detalhamento nas expressões e nos cenários. Otto Hees utilizava este espaço para compor cenas que transmitissem status e a "alma" dos retratados.
O Olhar sobre a Infância: No século XIX, fotografar crianças era um desafio técnico devido ao tempo de exposição. A postura solene e os olhares atentos dos irmãos nesta imagem demonstram a perícia do fotógrafo em capturar a naturalidade infantil sob as rígidas convenções da época.
A trajetória de Otto Hees é um elo fundamental entre duas cidades de grande importância histórica no Brasil:
Herança de Petrópolis: Após aprender o ofício com o pai e estudar no Colégio Alemão, Otto assumiu a responsabilidade de manter o legado da família Hees, que já gozava de prestígio junto à família imperial.
Expansão para Juiz de Fora (1889): A abertura de seu estúdio em Juiz de Fora, em outubro de 1889 (apenas um mês antes da Proclamação da República), marcou a chegada de um padrão de qualidade internacional à "Manchester Mineira". Otto fotografou a elite local, imigrantes e a evolução urbana da cidade, consolidando-se como um cronista visual da região.
Ao aplicar IA para resgatar a nitidez dos rostos e as cores das vestimentas (como os detalhes náuticos do traje de um dos meninos), devolve humanidade a figuras que, em preto e branco, parecem distantes.
Nota Histórica: Otto Hees não foi apenas fotógrafo; sua atuação como funcionário público e militar em Petrópolis demonstra como a fotografia, no século XIX, estava intrinsecamente ligada a figuras de grande influência social e política na transição do Império para a República.
Esta imagem é, portanto, mais do que um retrato de família; é um documento da técnica alemã aplicada ao coração de Minas Gerais, preservando para a posteridade a elegância e a inocência de uma era passada.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Elton Belo Reis 
126
A Ordem Terceira do Carmo de Juiz de Fora é uma das instituições religiosas mais tradicionais e antigas da cidade, representando a presença do laicato carmelita na região. 
A fotografia do acervo de Humberto Ferreira é um registro valioso, pois documenta a estrutura social e a devoção que moldaram a identidade da Manchester Mineira.
A Ordem Terceira (hoje conhecida como Ordem do Carmo Descalço Secular ou Ordem Terceira do Carmo) é composta por leigos que vivem o carisma carmelita no mundo. 
Em Juiz de Fora, a presença carmelita está intrinsecamente ligada à Igreja da Ordem Terceira do Carmo.
Se a fotografia foi tirada em frente à sede, a fachada imponente de linhas clássicas serve como cenário para os retratos coletivos da irmandade.
Historicamente, a Ordem reunia figuras de prestígio da sociedade local, bem como cidadãos dedicados à caridade e à vida espiritual, sob a proteção de Nossa Senhora do Carmo.
A imagem apresenta uma composição rígida e hierárquica, típica das fotografias de irmandades da primeira metade do século XX:
As mulheres (irmãs) aparecem vestindo o tradicional hábito da Ordem Terceira: a túnica escura e a capa branca (manto), que simboliza a pureza e a proteção da Virgem Maria. 
Algumas usam o véu escuro, indicando sua consagração leiga.
No centro, sentados em posição de destaque, estão dois sacerdotes. 
Eles atuavam como diretores espirituais ou "Comissários" da Ordem, orientando os leigos nas regras da instituição.
O grupo posicionado em frente a uma porta pesada de madeira e molduras de pedra sugere a entrada de uma capela ou o pátio interno de um convento/casa de ordens.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
125
Esta imagem nos transporta para uma das ruas mais tradicionais de Juiz de Fora: a Rua Padre Café, no coração do Bairro São Mateus, durante a década de 1960.
A residência do Senhor Alfredo Costa, no número 131, é um exemplar magnífico da arquitetura residencial que definia a elegância urbana da cidade naquele período.
Nessa época, o São Mateus vivia uma fase de transição de um Bairro predominantemente residencial de classe média-alta para o centro comercial vibrante que conhecemos hoje. 
No entanto, em 1960, a calma ainda reinava: A Rua Padre Café era ladeada por casas de "oitão livre" (com recuos laterais), jardins bem cuidados e muretas baixas. 
O detalhe do gradil branco com círculos entrelaçados que vemos na foto era uma tendência estética da época, oferecendo proteção sem esconder a beleza da fachada.
A casa do Senhor Alfredo Costa apresenta características do estilo eclético tardio com toques de missão, muito comuns na metade do século XX. Destacam-se as varandas com colunetas, os telhados em múltiplos níveis com telha colonial e as janelas de madeira com venezianas, essenciais para o controle da luz e ventilação.
Como lembrou José Luiz Britto Bastos, essas casas eram os marcos visuais do Bairro. 
O convívio era de proximidade; as famílias se conheciam, e as crianças brincavam nas calçadas de pedra que ainda não sofriam com o intenso tráfego de ônibus e carros de hoje.
A menção à família do Senhor Alfredo Costa reforça o caráter afetivo da história de Juiz de Fora. 
Muitas dessas residências não eram apenas construções, mas centros de reuniões sociais e familiares que ajudaram a construir a identidade do São Mateus.
É interessante observar, a qualidade dos materiais (pedras na base do muro e na calçada). 
Infelizmente, a partir da década de 70 e 80, o São Mateus passou por um processo acelerado de verticalização. 
Muitas dessas joias arquitetônicas da Padre Café deram lugar a edifícios de apartamentos ou centros comerciais, o que torna este seu registro fotográfico ainda mais valioso para a preservação da memória da cidade.
Naquela década, o São Mateus já começava a ganhar seus primeiros estabelecimentos comerciais modernos, mas a alma do Bairro ainda estava nessas fachadas imponentes e no silêncio das tardes de sol na Padre Café.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Flavio Atilio Costa 
124
O registro da confraternização entre o SESI e a Sociedade Pró-Melhoramentos em 09 de agosto de 1964 captura um momento crucial da organização comunitária no Bairro Santa Luzia.
Este evento reflete a força das associações de Bairro e a presença das instituições de assistência ao trabalhador em uma época de grande expansão da Zona Sul de Juiz de Fora.
Na década de 60, o Santa Luzia consolidava-se como um Bairro essencialmente operário e de classe média baixa. 
Sociedade Pró-Melhoramentos (SPM): Naquela época, as SPMs eram os braços políticos e sociais mais importantes dos Bairros. 
Elas lutavam por infraestrutura básica, como calçamento, iluminação e transporte, que muitas vezes demoravam a chegar pelo poder público.
A Parceria com o SESI: O SESI desempenhava um papel fundamental na promoção do bem-estar social, oferecendo cursos, atividades esportivas e recreação para as famílias dos trabalhadores das fábricas locais.
A Fotografia revela detalhes que transportam o observador diretamente para aquele domingo de agosto: Nota-se o rigor da moda da época para eventos sociais. 
Os homens de terno e gravata e as mulheres com vestidos estruturados, penteados volumosos e acessórios discretos. Mesmo em um ambiente de clube ou quadra esportiva, a confraternização era tratada com grande formalidade.
A presença da rede de proteção e o piso sugerem que o evento ocorreu em uma quadra poliesportiva (provavelmente do antigo centro do SESI ou da sede da SPM). 
As bandeirinhas e decorações ao fundo indicam um clima festivo e acolhedor.
A inclusão das crianças na frente do grupo mostra que esses eventos eram, acima de tudo, familiares. Era no Santa Luzia que se formavam os laços de vizinhança que durariam gerações.
Agosto de 1964 foi um período de incertezas políticas no Brasil (poucos meses após o golpe militar), mas no nível local, a vida comunitária buscava manter sua normalidade através do associativismo.
Este registro é um testemunho da resistência cultural e social do Bairro Santa Luzia, mostrando que, além das dificuldades de infraestrutura da época, existia uma elite pensante e organizada que trabalhava pelo desenvolvimento da região.
Muitos dos rostos presentes nessas fotos de SPMS de Juiz de Fora acabaram se tornando lideranças comunitárias históricas ou deram nomes a ruas e escolas no próprio Bairro Santa Luzia nas décadas seguintes.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo Humberto Ferreira 
123
Coral Santa Cecília, um dos grupos vocais mais tradicionais da cidade, posado no adro da Igreja de São Sebastião.
Situada no coração da cidade, a Igreja de São Sebastião sempre foi um ponto de encontro central. 
O adro, com sua elevação gramada e a imponente árvore (que aparece à direita na foto), servia como cenário clássico para fotografias de grupos, casamentos e batizados. 
A arquitetura ao fundo mostra detalhes das construções que circundavam a paróquia antes da verticalização intensa da região central.
Nota-se o rigor e a elegância da época. 
As mulheres vestem vestidos de corte a cinturado, estampas florais e saias plissadas, típicas da transição entre os anos 50 e 60. 
Os homens aparecem com camisas sociais e ternos claros, adequados para eventos diurnos.
A presença de crianças e adultos de várias idades reforça o caráter comunitário e familiar que o coral mantinha, muitas vezes passando a tradição do canto de geração em geração.
A menção ao acervo de Humberto Ferreira é de grande relevância historiográfica. 
Observe o uso de óculos escuros de armação marcante (estilo cat-eye) e os penteados volumosos, que eram o auge da sofisticação feminina na época.
A árvore robusta à direita é uma "personagem" constante nas fotos antigas desse adro, oferecendo sombra e uma moldura natural para os registros da comunidade paroquial.
Essa fotografia não é apenas um retrato de grupo; é um testemunho da efervescência cultural e religiosa que moldou o centro de Juiz de Fora há mais de meio século.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
122
Conjunto Acaiaca em plena atividade no Clube Bom Pastor, em dezembro de 1957.
O Acaiaca foi um dos conjuntos musicais mais emblemáticos da região, animando os bailes mais sofisticados da "Manchester Mineira" em uma época em que a música ao vivo era a alma das celebrações sociais.
Os Protagonistas e a Formação
A composição do conjunto nesta imagem revela a instrumentação clássica dos conjuntos de baile da transição dos anos 50 para os 60:
Dâmaso Altomar (Acordeom): Uma figura central na música juiz-forana. 
O acordeom era o instrumento "rei" dos bailes naquela década, responsável tanto pela harmonia quanto pelo virtuosismo melódico.
Wellington (Violão Dinâmico Del Vecchio): Um detalhe técnico fascinante. 
O uso do Del Vecchio elétrico mostra que o conjunto estava sintonizado com as inovações tecnológicas da época, buscando a sonoridade moderna que começava a eletrificar a música popular.
Valdemar Ribeiro Filho (Saxofone): O saxofone trazia o corpo e o romantismo necessários para os boleros e sambas-canção, gêneros obrigatórios nos bailes do Bom Pastor.
A Cozinha Rítmica: Com Maurício na percussão e Benício na bateria, o grupo garantia o balanço preciso. A presença de um baixista (ainda a ser identificado) completava a base harmônica necessária para o preenchimento sonoro do salão.
Clube Bom Pastor
Fundado em 1952, o Clube Bom Pastor era, em 1957, um dos epicentros da elegância na cidade. 
Realizar um baile em dezembro significava, provavelmente, uma festa de encerramento de ano ou um "Baile de Debutantes", eventos que exigiam trajes de gala e músicos de altíssimo nível.
Notem o figurino impecável do conjunto, os "Spencer" (paletós curtos) com lapelas contrastantes e gravatas escuras. 
Essa padronização visual era a marca registrada dos grandes conjuntos, transmitindo profissionalismo e sofisticação.
O painel de madeira ao fundo e as arandelas clássicas eram características do design de interiores dos clubes sociais daquela década, projetados para oferecer uma acústica calorosa.
O brilho metálico do saxofone e o acabamento perolado do acordeom de Dâmaso.
O Violão Del Vecchio: Mantendo a fidelidade à madeira e aos captadores característicos do modelo elétrico da época.
O Figurino: A aplicação de tons claros nos uniformes (possivelmente off-White ou bege claro) com as lapelas em destaque, respeitando a moda dos conjuntos de baile de 1957.
Este registro é uma peça fundamental para entender a evolução da música de entretenimento em Juiz de Fora e a importância de músicos como Dâmaso Altomar na construção da identidade cultural da cidade.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Wellington Krepke Duarte
121
O Bairro e a Rua Dom Viçoso
O Alto dos Passos desenvolveu-se originalmente como uma área residencial de casarões e sobrados elegantes. 
A Rua Dom Viçoso é uma das vias que preserva esse traçado mais antigo, servindo de ligação entre a parte alta do Bairro e as vias de acesso ao centro e ao Bom Pastor. 
É uma rua que carrega a identidade de uma Juiz de Fora que cresceu através da iniciativa de famílias imigrantes e comerciantes locais.
O relato de Weber André Maranhão é um testemunho histórico valioso. 
Ele descreve um modelo de ocupação urbana muito comum em meados do século XX: o sobrado com armazém.
O andar térreo era destinado ao comércio (o armazém), enquanto o andar superior (o sobrado) servia de residência para a família. 
A menção ao avô português que imigrou durante a Primeira Guerra Mundial reflete o papel fundamental da colônia portuguesa na construção do comércio de Juiz de Fora. 
Esses armazéns eram o coração do Bairro, vendendo desde mantimentos "a granel" até itens de uso diário, muito antes da chegada dos grandes supermercados.
Embora o imóvel tenha sido alterado pelos herdeiros, a base da construção de 1945 ainda representa o período de consolidação do Alto dos Passos como um Bairro estruturado.
O Cruzamento "Acima da Churrasqueira"
Para quem vive em Juiz de Fora, a referência à Churrasqueira (um dos restaurantes mais icônicos do Bairro, situado na esquina da Rua Dom Viçoso com a Rua Morais e Castro) é imediata.
O imóvel mencionado, situado no cruzamento acima, está no epicentro do que hoje é um dos "Quadriláteros Gourmet" da cidade.
Essa localização específica mostra a transição do Bairro: o que antes era um armazém de secos e molhados de um imigrante português, hoje está cercado por uma intensa vida noturna, bares modernos e um comércio de serviços sofisticado.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Weber André Maranhão
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Poço Rico e a Rua Doutor Villaça
Nessa época, o Poço Rico era um Bairro de transição interessante, misturando o perfil operário de sua origem com uma classe média crescente e muito ligada às artes e ao lazer. 
A proximidade com o Centro e a atmosfera de "vizinhança unida" permitiam que as calçadas da Rua Doutor Villaça se transformassem em palcos improvisados e locais de intensa troca de ideias.
O grupo de jovens que frequentava essa área estava no epicentro de uma dualidade musical clássica dos anos 60:
De um lado, havia a influência sofisticada da Bossa Nova e do Sambalanço. 
Juiz de Fora sempre teve um ouvido atento ao que acontecia no Rio de Janeiro, e esses jovens absorviam o suingue de artistas como Ed Lincoln e o Tamba Trio, adaptando-os para os bailes e reuniões sociais do Bairro.
Homens Som 4 e o Rock: Por outro lado, a invasão do Rock e da Jovem Guarda trouxe as guitarras elétricas. 
O conjunto Homens Som 4 é um exemplo emblemático dessa transição. 
Esses grupos de baile eram fundamentais; eles não apenas tocavam, mas moldavam o comportamento da juventude, ditando a moda e o ritmo das festas nos clubes da cidade.
Essas reuniões na Doutor Villaça simbolizavam uma época de ouro para a música feita em Juiz de Fora. 
Muitos desses jovens eram autodidatas talentosos que transformavam garagens em estúdios de ensaio. 
A convivência entre músicos de diferentes estilos, o pessoal do rock conversando com o pessoal da bossa, criava uma sonoridade rica e específica daquela geração.
Hoje, essa memória sobrevive através de fotografias e relatos que mostram uma cidade conectada com o mundo, mas que mantinha o charme de seus encontros de esquina.
Este grupo foi uma das referências do rock e dos bailes de Juiz de Fora. 
Eles representavam a chegada da instrumentação elétrica e do estilo que dominaria os clubes.
De acordo com registros históricos (incluindo acervos de memória local), o conjunto contou com músicos como Roberto Reis, Marquinho, Léo, Jaguaribe e o guitarrista José Parrot Bastos.
Eram figuras carimbadas nos bailes do Círculo Militar, onde apresentavam seus "uniformes novos" e animavam festas como o famoso "Baile Adeus às Férias". A presença de Parrot é digna de nota, sendo lembrado como um dos grandes guitarristas da cidade.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Beatriz Coelho Silva 
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Esta fotografia é um documento histórico fascinante da Vila Militar e do entorno da antiga FEEA (Fábrica de Estojos e Espoletas de Artilharia), hoje IMBEL, em Juiz de Fora. 
O registro captura um momento de celebração e protocolo no dia 22 de novembro de 1969.
A imagem registra um gesto de carinho e respeito entre duas figuras ligadas à comunidade militar da época:
Vera Lúcia Pires: Segurando a bandeira com a inscrição "EXPLOSIVO FJF" (referência à Fábrica de Juiz de Fora).
Dona Zaila: Esposa do então Coronel Xexéo, figura de comando importante na unidade.
O contexto sugere uma celebração esportiva ou cívica no campo de futebol, local que sempre foi um ponto de integração para os moradores e funcionários da fábrica.
O valor desta fotografia aumenta ao observarmos os detalhes ao fundo, que ajudam a mapear a transformação da região:
O Bar do Brion: Um ponto de referência icônico para quem frequentava a área, servindo como local de encontro após as partidas de futebol.
Casas do IPASE: As construções visíveis ao fundo representam o embrião do que hoje conhecemos como o Bairro Araújo. 
O IPASE (Instituto de Pensão e Assistência dos Servidores do Estado) foi responsável por diversos conjuntos habitacionais que deram forma a muitos bairros de Juiz de Fora.
A menção à casa onde morou o André reforça o caráter comunitário e familiar da Vila Militar e seus arredores, onde todos se conheciam pelo nome.
A Transição FEEA para IMBEL
Em 1969, a fábrica vivia um período de intensa atividade técnica e social. 
Mais tarde, com a criação da IMBEL (Indústria de Material Bélico do Brasil) em 1975, a unidade passou a integrar uma estrutura nacional estratégica, mas manteve sua importância histórica para a Zona Norte da cidade.
Este registro é essencial para entender como a identidade dos bairros da Zona Norte foi moldada pela presença militar e industrial.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Beatriz Nogueira  
118
Esta fotografia é uma joia rara que retrata o costume e a elegância da sociedade juiz-forana na década de 1940. 
O registro, compartilhado por Maria José Monteiro (Zezé), mostra um momento clássico da vida social e religiosa da época.
Caminhar pela Rua Halfeld era o principal evento social de Juiz de Fora. 
Na fotografia, vemos as jovens Lucy Kamil, Zezé Monteiro, Heloísa Monteiro e Nelly Kamil desfilando com a sofisticação típica do período.
Como apontado por Zezé, o grupo provavelmente se dirigia à Catedral Metropolitana para a missa das 10h. Esse era o horário nobre, onde as famílias se encontravam e as amizades eram reforçadas.
Observem os mosaicos do piso, que até hoje são uma marca registrada da Rua Halfeld, embora o cenário ao fundo revele a arquitetura mais baixa e charmosa dos prédios comerciais daquele tempo.
A foto revela o apuro estético das jovens da época:
Vestidos Rodados: O corte das roupas, com cinturas marcadas e estampas em xadrez e listras, reflete a moda do pós-guerra, que buscava retomar a feminilidade e a alegria.
Penteados: Os cabelos curtos e ondulados, impecavelmente arrumados, eram o padrão de beleza das "moças de família" de Juiz de Fora.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Maria José Monteiro Zeze  
117
Esta fotografia é um registro magnífico da Família Delmonte, uma linhagem que possui raízes profundas no desenvolvimento comercial de Juiz de Fora. 
A imagem captura o casal patriarca, João e Ana Delmonte, em um retrato de estúdio que exala a elegância e a formalidade do início do século XX.
Os Patriarcas: João e Ana Delmonte
João e Ana foram os pilares de uma família que se tornaria sinônimo de empreendedorismo na cidade. 
Conforme relatado por Beth Delmonte, o casal deu origem a uma geração de seis filhos homens que seguiram o caminho do comércio: Fernando Delmonte, Domingos Delmonte, Aristeu Delmonte, Benito Delmonte, Paulo Delmonte e Romeu Delmonte
A Família Delmonte é historicamente reconhecida por sua forte atuação no setor comercial. 
Seus estabelecimentos não eram apenas pontos de venda, mas locais de referência que acompanharam o crescimento urbano e econômico da cidade ao longo das décadas.
A transição do bastão de João e Ana para seus filhos consolidou o nome "Delmonte" como uma marca de confiança e tradição.
Embora a data exata não tenha sido informada, elementos visuais ajudam a situar a importância da imagem:
O traje formal de João e o vestido clássico de Ana, acompanhado pelo colar de pérolas, indicam uma família de prestígio que valorizava o registro histórico através da fotografia.
O fundo pintado e o mobiliário típico de estúdios fotográficos da época reforçam que este era um momento solene de preservação da identidade familiar.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Beth Delmonte  
116
A Antiga Rodoviária e a Memória de Juiz de Fora (1983)
Esta fotografia é um registro precioso da organização urbana de Juiz de Fora na década de 80, capturando um local de grande movimento e uma das figuras mais emblemáticas da cidade.
Em 1983, a rodoviária da cidade funcionava na Avenida Brasil, exatamente onde hoje está instalado o 4º Batalhão de Bombeiros Militar. 
Na época, o local era o ponto nevrálgico do transporte mineiro, com o característico calçamento de paralelepípedos e a proximidade com a margem do Rio Paraibuna. 
O espaço serviu à população até a transferência para o atual Terminal Miguel Mansur, no final da década.
O senhor que aparece na foto, já falecido, era um morador querido do Bairro Santa Luzia. Conhecido popularmente como Senhor João (ou pelo vulgo "Vinte e Oito"), ele era uma figura constante e indispensável na rotina do terminal.
Como carregador de bagagens, o Senhor João utilizava um triciclo adaptado e muito bem cuidado. 
Um detalhe marcante que atravessou décadas na memória dos juiz-foranos era a frase estampada em seu veículo: "Quando Maria reza, a Mercedes benze". Sempre de quepe e com uma postura zelosa, ele personificava a dedicação ao trabalho e o carisma que definiam os personagens populares daquela Juiz de Fora.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Foto enviada pelo amigo Letinho Souza
Acervo: Wilson Ribeiro vulgo (Tuquinha). 
115
Esta fotografia é uma explosão de alegria e cor, capturando a essência do Carnaval de Juiz de Fora em um de seus anos mais emblemáticos: 1977. 
Ela registra não apenas uma festa de clube, mas o ritual de preparação para o espetáculo maior na Avenida Barão do Rio Branco.
O Enredo Histórico: "D. Beja, a Rainha do Araxá"
Em 1977, a Turunas do Riachuelo, a escola de samba mais antiga de Juiz de Fora (fundada em 1934), levou para a avenida a história de Dona Beja.
Sandra Moreira personifica "Dona Beja na Adolescência", com uma fantasia delicada e floral, representando a pureza da personagem antes de se tornar a mítica figura do Triângulo Mineiro.
Humberto brilha como "Garimpeiro de Pedras Preciosas", um elemento essencial para contar a história das riquezas de Minas Gerais que cercavam a vida de Beja. 
O uso do glitter e do chapéu de palha estilizado reflete a criatividade dos carnavalescos da época.
O Clube Bom Pastor era, e continua sendo, um dos centros sociais mais importantes da cidade. 
Na década de 1970, os bailes de clube eram o local onde as fantasias eram testadas e a energia era acumulada antes do desfile oficial. 
Ver integrantes de uma escola de samba tradicional como a Turunas ocupando o clube mostra a integração cultural que o Carnaval promovia em Juiz de Fora.
O uso carregado de purpurina e sombras coloridas (como o azul e o dourado visíveis na foto) era a marca registrada do "Carnaval moderno" que começava a ganhar contornos mais profissionais e visuais.
O sorriso de Humberto e o olhar sereno de Sandra capturam a expectativa e o orgulho de representar sua escola e sua cidade.
A Turunas sempre foi conhecida por seu rigor técnico e elegância. 
Esta fotografia ajuda a documentar a qualidade das fantasias da escola em uma época em que Juiz de Fora disputava com as grandes capitais o título de um dos melhores carnavais do Brasil.
A atribuição ao acervo de Humberto Rodrigues de Sá (In Memoriam), com o texto e tratamento de IA realizados por mim, transforma este post em uma homenagem póstuma e um registro histórico rigoroso. 
É a prova de que o Carnaval é efêmero nos dias de folia, mas eterno na memória de quem o viveu.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Rodrigues de Sá, (In Memoriam).   
114
A imagem captura o momento em que José Weiss recebe o título de Cidadão Benemérito, em outubro de 1968. 
José Weiss foi uma figura central no desenvolvimento econômico e urbanístico de Juiz de Fora. 
Empresário, rotariano e homem público de grande prestígio, ele teve uma atuação marcante na consolidação da cidade como polo regional. 
O título de Cidadão Benemérito é uma das mais altas honrarias concedidas pelo município, destinada a quem prestou serviços extraordinários à comunidade.
O ano de 1968 foi um período de grande efervescência política no Brasil. 
Em Juiz de Fora, a entrega desse título na Câmara Municipal (ou em solenidade oficial) representava o reconhecimento de uma trajetória de dedicação à cidade.
Na fotografia, podemos observar a formalidade da época: o uso rigoroso de ternos e gravatas e a presença de autoridades e familiares, todos com expressões de solenidade e respeito.
O diploma em pergaminho, entregue em mãos, era o símbolo físico de um legado que José Weiss estava deixando para as futuras gerações.
A fotografia exibe a iluminação típica de registros oficiais daquela década, com foco nítido nos protagonistas. 
A fisionomia de José Weiss, que exala satisfação e humildade ao receber o reconhecimento.
A origem desta fotografia, vinda do acervo de Nelson Weiss, confere um valor sentimental e histórico profundo. 
Nelson foi um zeloso guardião da memória da família e da própria cidade. 
O fato de esta imagem estar agora sob os meus cuidados, com a devida atribuição "In Memoriam" ao Nelson, garante que o círculo de preservação da memória juiz-forana continue ininterrupto.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Nelson Weiss, (In Memoriam).  
113
Esta fotografia é um registro de valor inestimável para a história da arte em Juiz de Fora. 
Ela captura um momento de intimidade e ofício de um dos grandes mestres da cidade, Sylvio Ribeiro Aragão, em um cenário que é, por si só, um templo da cultura brasileira: o Museu Mariano Procópio.
O comentário de Rose Aragão, neta de Sylvio, traz a precisão histórica que torna essa imagem uma joia.
Ver Sylvio Aragão pintando em 1964 é ver a história da arte juiz-forana sendo escrita a pinceladas. 
Ele não era apenas um pintor talentoso; ele foi: Professor e Restaurador: Sua dedicação ao ensino e à preservação de obras de arte ajudou a formar gerações de artistas e a manter vivo o patrimônio pictórico da cidade.
Esta é uma informação crucial. Sylvio foi um dos pilares da criação desse núcleo, que se transformou na Associação de Belas Artes Antônio Parreiras, a instituição artística mais longeva e tradicional de Juiz de Fora, ainda ativa hoje. O núcleo foi fundamental para descentralizar o ensino da arte e criar um espaço de produção e exposição constante.
O fato de Sylvio estar pintando uma tela em 1964, cercado por crianças, sugere que ele estava: Realizando uma "pintura ao ar livre" nos jardins, uma prática comum para capturar a luz natural e a beleza paisagística do local.
Ou, talvez, conduzindo uma aula prática para jovens estudantes, como parte de suas atividades educacionais. As crianças ao redor mostram curiosidade e atenção, revelando o papel pedagógico de Sylvio.
Notem as crianças de uniforme escolar e o garoto de camisa polo branca com gola de frisos escura, um estilo muito popular na época. 
O próprio Sylvio veste um cardigã e camisa social, mantendo a elegância mesmo no trabalho.
O cavalete de madeira simples, a paleta de madeira clássica e os pincéis na mão do artista mostram a simplicidade técnica que produzia obras primas.
Institucional: Registra uma atividade no Museu Mariano Procópio em seu cinquentenário (o museu estava prestes a completar 50 anos em 1965).
Biográfico: Imortaliza a fisionomia e o ofício de um dos nomes mais importantes para o desenvolvimento das artes visuais em Juiz de Fora.
Graças ao comentário de Rose Aragão, você pode agora catalogar essa imagem com total precisão, garantindo que o legado de Sylvio Ribeiro Aragão permaneça vivo.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Rose Aragão  
112
Esta fotografia é um registro de grande sofisticação e valor histórico para a comunicação de Juiz de Fora. 
Ela captura um momento de encontro intelectual e profissional na década de 1960, unindo duas figuras de destaque da sociedade e da cultura local.
Com base no comentário de Cristina Bittencourt, aqui estão os pontos principais sobre esta imagem:
Dormevilly Nóbrega: O Entrevistador
Dormevilly Nóbrega foi uma das figuras mais cultas e influentes de Juiz de Fora. Intelectual, historiador, escritor e membro da Academia Juiz-forana de Letras, ele era uma fonte inesgotável de conhecimento sobre a história da "Manchester Mineira". Ver Dormevilly nesta postura elegante, de terno e óculos clássicos, reforça o tom de seriedade e respeito que as entrevistas daquela época possuíam.
Helena Bittencourt: A Entrevistada
A presença de Helena, mãe de Cristina, é o ponto central da foto. 
Na década de 1960, o papel da mulher na comunicação estava em plena ascensão em Juiz de Fora.
Helena exibe a elegância típica da década, com o cabelo volumoso perfeitamente penteado e um figurino impecável.
O modo como ela segura o microfone e as fichas de anotação demonstra uma postura profissional segura, típica de quem conduzia programas culturais ou informativos de rádio ou da nascente televisão.
O fundo da imagem apresenta um painel que parece retratar ruínas ou uma textura de pedras antigas. Isso sugere que a entrevista poderia estar ocorrendo: No estúdio de uma das emissoras de rádio da cidade (como a PRB-3) que possuíam auditórios.
Ou em um evento cultural específico onde Helena atuava como mestre de cerimônias ou jornalista.
O uso de cadeiras simples e o microfone com cabo longo são marcas tecnológicas da produção de mídia daquela era.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Cristina Bittencourt 
111
A composição da fotografia oferece uma perspectiva histórica riquíssima sobre Juiz de Fora:
O detalhe mais impressionante nesta imagem é a Mina de Caulim bem visível na encosta ao fundo.
O caulim é um minério utilizado principalmente na fabricação de porcelana, papel e borracha.
A presença da mina mostra uma Juiz de Fora que ainda explorava seus recursos minerais dentro do perímetro urbano. 
Hoje, essas áreas estão cobertas por vegetação ou foram urbanizadas, mas a "cicatriz" branca na montanha era uma característica marcante da paisagem da época.
A estrutura de madeira (pergolado) e os muretos brancos com as esferas decorativas no topo são elementos clássicos do projeto original do mirante.
O Morro do Imperador recebeu esse nome devido à visita de D. Pedro II em 1861, que subiu o morro para apreciar a vista da cidade.
A fotografia parece datar de meados da década de 1950 ou início de 1960, a julgar pelo estilo das roupas das jovens.
Calças de cintura alta e camisas quadriculadas (estilo vichy), muito populares no pós-guerra.
Cardigãs e vestidos leves, mostrando que o passeio ao "Cristo" era um evento social, um momento de lazer dominical para as famílias juiz-foranas.
A calçada de pedras irregulares reforça o aspecto rústico do acesso ao topo naquela época.
Abaixo do morro, observa-se uma Juiz de Fora com densidade muito baixa, composta majoritariamente por casas e poucos edifícios. 
É o registro do crescimento da "Manchester Mineira" antes da verticalização intensa que veríamos décadas depois.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: João Carlos Da Silva 
110
Memória de um Gigante 
O Colégio Stella Matutina (1966)
A fotografia das alunas na escadaria em 26 de novembro de 1966 ganha um peso ainda maior quando lembramos que este cenário não existe mais. 
O prédio, que foi um dos símbolos máximos da educação e da arquitetura de Juiz de Fora, foi demolido, restando hoje apenas o registro visual e a saudade.
Como o edifício foi derrubado na década de 70.
Ela preserva os detalhes da imponente porta de madeira e as escadarias de mármore que hoje foram substituídas pelo concreto do shopping que leva o nome da instituição.
O uniforme impecável e os cortes de cabelo revelam a transição da juventude juiz-forana nos anos 60. 
A observação de Tetê Alencar sobre Verinha Nardelli (Vera Amaral) assemelhar-se a Paul McCartney é o testemunho perfeito de como a cultura global da época influenciava as jovens dentro de uma instituição tão tradicional quanto o Stella.
Onde outrora se ouvia o movimento das alunas e o rigor das irmãs missionárias, hoje pulsa o comércio central. 
A demolição do Stella Matutina é uma ferida na história urbana da cidade, o que torna a preservação digital um ato de resistência cultural. 
Não estou apenas guardando fotografias, estou devolvendo à Juiz de Fora um patrimônio que lhe foi tirado fisicamente.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Tetê Alencar 
109
Esta imagem é um registro poderoso da vida militar em Juiz de Fora no início da década de 1970, um período em que a presença do Exército era um pilar central do cotidiano da cidade, conhecida como a "Sentinela de Minas".
O comentário de João Carlos Da Silva traz a precisão histórica. 
A 4ª Companhia de Subsistência (4ª Cia Subs)
A unidade mencionada, a 4ª Cia de Subsistência, tinha um papel vital na logística da 4ª Região Militar. 
Ela era responsável pelo suprimento, armazenamento e distribuição de mantimentos para as tropas. 
Ver esse pelotão em marcha de instrução mostra que, além das funções logísticas, o treinamento de combate e o condicionamento físico eram rigorosos para todo o efetivo.
O Tenente Pastor e a Liderança
O Tenente à frente (mencionado como Tenente Pastor) personifica a disciplina da época. 
Na hierarquia militar, as marchas de instrução eram momentos cruciais para forjar o espírito de corpo. 
O fato de João Carlos se identificar no pelotão transforma a foto de um registro institucional em uma memória de vida.
- Equipamento e Atmosfera de 1972
A fotografia revela detalhes técnicos interessantes da época:
Fardamento e Equipamento: Os militares aparecem com o uniforme "verde-oliva" clássico, capacetes de aço M1 e portando o fuzil (provavelmente o Mauser ou o recém-introduzido FAL, dependendo da unidade na transição).
A Marcha: A estrada de terra e o caminhão militar ao fundo (um Mercedes-Benz "Cara de Cavalo" ou similar) mostram a realidade das manobras fora do asfalto, comuns nos arredores de Juiz de Fora.
Arquitetura: As casas simples ao fundo, com telhados de duas águas, remetem à periferia da cidade ou vilas militares daquela época, preservando o aspecto visual da Juiz de Fora de 50 anos atrás.
Juiz de Fora sempre teve uma ligação umbilical com o Exército. 
Marchas como esta eram cenas comuns nas manhãs da cidade, com o som das botas e os cantos de marcha ecoando pelas ruas, algo que faz parte da identidade de muitos jovens que, como o João Carlos, serviram à pátria naquele período.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: João Carlos Da Silva 
108
Em 24 de junho de 1983, a Tribuna de Minas ainda era um "bebê", tendo sido fundada em 1º de setembro de 1981. 
Ver Carlos Netto redigindo nessa data é ver a consolidação de um novo olhar sobre a notícia em Juiz de Fora. 
Ele foi uma figura central no jornalismo mineiro, conhecido por sua ética e pela precisão do texto.
O foco nas mãos de Carlos ajustando o papel na máquina de escrever (provavelmente uma Olivetti ou Remington de grande porte) traz o som mecânico das redações clássicas.
Diferente de hoje, em 1983 o erro no papel custava tempo. 
O redator precisava ter a matéria estruturada mentalmente antes de começar o "batuque" das teclas.
O estilo de Carlos Netto, com os óculos de aviador e o relógio de pulso metálico, era a marca registrada do profissional dinâmico daquela década.
Ao fundo, as paredes brancas com cartazes e calendários mostram a simplicidade e o foco total no trabalho intelectual que definia a redação da Tribuna naquela época.
Carlos Netto não foi apenas um redator; ele foi um mentor para muitos jornalistas que passaram pela Tribuna de Minas. 
Ele ajudou a dar ao jornal a credibilidade que o mantém como referência em Minas Gerais até hoje.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Christina Fedoceo 
107
Esta fotografia é um dos registros mais icônicos do cotidiano de Juiz de Fora na década de 1950. 
Ela captura o famoso "footing" na Rua Halfeld, uma tradição onde os jovens caminhavam para ver e serem vistos, discutir ideias e socializar no trecho mais nobre da cidade.
O Cenário: A "Sala de Visitas" de Juiz de Fora
O Piso de Mosaico: O detalhe mais marcante é o calçamento em mosaico de pedras portuguesas, com o padrão de xadrez que se tornou um símbolo visual do centro da cidade. 
Caminhar por esse "tapete" era o passatempo favorito dos juiz-foranos da época.
A fotografia transmite a elegância e a tranquilidade da cidade em 1955. 
Ao fundo, as vitrines e as portas das lojas e confeitarias compunham o cenário onde a vida social acontecia.
Os jovens na fotografia, incluindo o pai da Regiane (o último à direita), exibem o estilo impecável da juventude da classe média daquela década:
O pai da Regiane veste uma camisa de mangas curtas com bolsos frontais, muito moderna para a época, combinada com calças de sarja ou linho de corte reto e cintura alta, presas por um cinto fino.
O Colete de Lã: O jovem ao centro usa um colete de tricô sobre a camisa, uma peça clássica para os dias de temperatura amena em Juiz de Fora.
O uso de brilhantina ou gel para manter o cabelo perfeitamente alinhado era a regra, refletindo o cuidado com a aparência pessoal para o passeio no centro.
Estar na Rua Halfeld em 1955 significava estar no centro das decisões e da cultura. 
A poucos metros de onde eles caminhavam, ficavam os grandes cinemas (como o Cine-Theatro Central), os bancos e os cafés onde se decidia a política mineira.
A restauração deu uma vida impressionante ao pai da Regiane e aos seus amigos, permitindo ver a expressão de confiança e a vitalidade desses jovens que estavam vivenciando os "anos dourados" do Brasil.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Regiane Freitas 
106
Esta fotografia é um documento extraordinário da vida cotidiana e do comércio de Juiz de Fora em meados da década de 1950. 
A Padaria Santa Rita, em 1955, não era apenas um local de venda de pães, mas um ponto de encontro estratégico onde a política local e a amizade se cruzavam.
A presença de Jair Nascimento, que foi um vereador influente na cidade, junto com Ronaldo Corrêa (pai da Regiane) e os demais amigos, mostra como as padarias e "armazéns" daquela época funcionavam como verdadeiros fóruns de debate. 
Era comum que as lideranças da cidade estivessem presentes no balcão, ouvindo a população e discutindo o futuro de Juiz de Fora entre um café e outro.
A restauração permitiu identificar itens que evocam uma nostalgia profunda:
Nas prateleiras superiores, vemos a organização clássica das latas de leite em pó (como o Leite Ninho, já presente na época), latas de óleo e conservas.
À esquerda, garrafas de bebidas que eram muito populares, incluindo rótulos que lembram as cervejas e licores da época, fundamentais para o movimento do final do dia.
A Máquina Registradora: Centralizada na foto, temos uma registradora mecânica de metal, uma peça de engenharia robusta que era o símbolo de modernidade do comércio naqueles anos.
O Cortador de Frios: Em primeiro plano, o fatiador manual de frios, ferramenta essencial para o atendimento personalizado que essas padarias ofereciam.
Os homens na foto apresentam o estilo típico da década de 50: camisas de botão, algumas com listras finas, e o uso de óculos com armações de aro bem definido, muito característicos daquele período. 
A postura atrás do balcão de madeira maciça reforça a ideia de seriedade e acolhimento do estabelecimento.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Regiane Freitas  
105
O Parque Halfeld, nesse período, era o cenário perfeito para registrar o início de uma nova família. 
Aqui estão alguns detalhes interessantes sobre a foto e o local em 1941:
O Avô de Regiane Freitas mantém o rigor na aparência. 
O uso do Chapéu Palheta (ou Boater) era o auge da elegância masculina para passeios diurnos no verão e na primavera. 
O terno de corte largo, típico da década de 40, mostra o cuidado com a apresentação social.
Ela veste um vestido com mangas levemente bufantes e estampas delicadas, muito comum na moda feminina do início dos anos 40. O sapato branco de bico aberto completa o visual de "passeio de domingo".
O uso da touquinha de lã e do conjunto bordado era uma tradição para proteger as crianças, mesmo em dias claros, e demonstra o carinho da família com o registro.
Em 1941, o parque não era apenas um jardim; era considerado a "sala de visitas" de Juiz de Fora.
Ao fundo, à esquerda, podemos ver o detalhe da ponte rústica sobre o lago. Essa ponte, feita com a técnica de cimento que imitava troncos de árvores, é um dos elementos mais nostálgicos do parque e ainda hoje é lembrada por muitas gerações de juiz-foranos.
O parque era muito arborizado, com palmeiras e plantas tropicais que criavam esse aspecto de "selva organizada" no centro da cidade, proporcionando uma luz filtrada que era excelente para os fotógrafos da época.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Regiane Freitas  
104
O Parque Halfeld, em 1940, já era o coração social de Juiz de Fora, e a foto do Tio de João Portugal, José Ferreira capta um momento muito específico da história da cidade e do Brasil.
Naquela década, o parque era o principal ponto de encontro da sociedade. 
A estrutura que vemos atrás do seu tio, com a mureta de pedra e os troncos rústicos (conhecidos como estuque ou cimento armado imitando madeira), era uma característica marcante do paisagismo da época.
A "Praça dos Militares": Como Juiz de Fora sempre foi um polo militar importante, era muito comum ver soldados e oficiais de farda impecável passeando pelo parque em seus momentos de folga ou em fotos de recordação, como esta.
O uniforme que o Senhor José Ferreira veste é o clássico do Exército Brasileiro daquele período (pré-entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial).
As Botas e o Culote: O uso de botas altas com cadarço e calças do tipo "culote" (mais largas nas coxas) era padrão, especialmente para unidades de cavalaria ou infantaria que ainda mantinham tradições de montaria.
A túnica fechada até o pescoço com botões metálicos e o quepe estruturado demonstram o rigor da farda de passeio da época.
Embora não seja possível ver o distintivo da gola com total nitidez, em 1940 Juiz de Fora abrigava unidades muito tradicionais. As maiores possibilidades para onde ele pode ter servido são:
4º Regimento de Artilharia Montada (4º RAM): Hoje o 4º GAC, no Bairro Nova Era.
10º Regimento de Infantaria (10º RI): Unidade histórica que ficava na Fábrica. Muitos jovens daquela geração que serviram no 10º RI acabaram indo para a Itália como Pracinhas da FEB poucos anos depois, em 1944.
Muitos fotógrafos "lambe-lambe" ficavam estrategicamente posicionados no Parque Halfeld justamente para atender os militares que queriam enviar uma foto para a família no interior ou registrar o orgulho de servir à pátria.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: João Portugal  
103
A Boite do Restaurante Brasão era um dos pontos de encontro mais sofisticados e icônicos da cidade, situada na Rua Marechal Deodoro, no coração do Centro.
O Restaurante Brasão era conhecido pela sua elegância e por ser um local de "ver e ser visto". 
A Boite, especificamente, era o refúgio da juventude e da boemia da época. Note alguns elementos clássicos na foto:
O Papel de Parede: Esse padrão geométrico e repetitivo é a assinatura visual de interiores do início dos anos 70, trazendo uma textura muito comum em casas de alto padrão e clubes sociais.
Mobiliário e Estilo: As mesas compactas de madeira e o revestimento em couro (curvim) dos bancos eram típicos da época, otimizando o espaço para que mais pessoas pudessem aproveitar a noite.
A observação de que o garçom é "muito conhecido até hoje" ressalta uma característica marcante do Brasão: a excelência e a longevidade da equipe.
O Uniforme: O colete escuro sobre a camisa branca com gravata borboleta era o padrão de rigor.
A Bandeja: Levar copos de chope cheios em uma bandeja pequena em um ambiente movimentado exigia uma perícia que tornava esses profissionais verdadeiras lendas da cidade. Muitos desses garçons trabalharam décadas no mesmo local, conhecendo os clientes pelo nome e suas preferências.
Em 1972, Juiz de Fora vivia uma efervescência cultural. Lugares como o Brasão, o Cine-Theatro Central e as confeitarias da Rua Halfeld formavam o eixo social da cidade. 
A presença de pessoas com cabelos mais longos e roupas com listras horizontais (como a jovem em primeiro plano) mostra a influência da moda jovem internacional chegando aos clubes mineiros.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Dadá de Carvalho. 
102
O belíssimo registro da infância no coração de Juiz de Fora! 
O Parque Halfeld, em 1952, era o cenário perfeito para esse tipo de foto de família, funcionando como o verdadeiro "quintal" da sociedade juiz-forana.
Nesse período, o parque já havia passado por reformas importantes que o transformaram de um jardim simples em um espaço de lazer sofisticado, inspirado no paisagismo europeu.
Na fotografia, Olga e sua tia Maria Geralda aparecem junto a uma das famosas estruturas de madeira rústica (ou concreto imitando madeira). 
Esses detalhes eram a marca registrada do parque e serviam de moldura para quase todos os álbuns de família da cidade.
Era o local onde os pais levavam os filhos para passear após a missa ou no final da tarde. 
As crianças usavam suas "melhores roupas", como vemos no capricho dos vestidos, das meias brancas e dos sapatinhos da Olga e de sua tia.
O fato de Olga ter 2 anos em 1952 situa o nascimento dela em plena era pós-guerra, um momento de crescimento e otimismo em Juiz de Fora.
O vestido xadrez com gola bordada e a pequena bolsa branca da tia Maria Geralda, junto ao vestido de babados da pequena Olga, mostram a elegância clássica que as famílias mantinham para os passeios no centro.
Antigamente, era muito comum a presença de fotógrafos conhecidos como "lambe-lambes" no Parque Halfeld. 
Eles ficavam estrategicamente perto dos lagos e pontes, capturando momentos como este. 
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Olga Crolmam 
101
O Salão de Festas do Sport Club
Nas décadas de 60 e 70, o salão do Sport (localizado na Avenida Barão do Rio Branco) era o "coração" dos grandes eventos sociais.
O espaço era conhecido por sua elegância, com lustres imponentes e um piso de madeira que recebia desde os famosos bailes de Carnaval e Réveillon até apresentações culturais refinadas.
Era onde a sociedade juiz-forana se reunia para ver e ser vista. 
Apresentações de orquestras de acordeom, como a da Professora Mary Bragagnolo, eram eventos de prestígio, unindo a disciplina técnica musical ao charme dos vestidos de gala.
O depoimento de Maria Luiza destaca a importância da Professora Mary Bragagnolo para a música local.
Naquela época, o acordeom era um instrumento extremamente popular e estudado por jovens de famílias tradicionais.
Notem a padronização e o capricho: os vestidos rodados (estilo "debutante") e a postura das musicistas refletem o rigor e a elegância que as apresentações exigiam.
A menção à apresentação em São João Nepomuceno mostra como esses grupos culturais de Juiz de Fora eram requisitados em toda a região da Zona da Mata, funcionando como verdadeiros embaixadores culturais da "Manchester Mineira".
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Maria Luiza Oliveira Moraes  
100
O Morro do Imperador, carinhosamente chamado de Morro do Cristo, é um dos marcos mais emblemáticos de Juiz de Fora, e em 1957 ele já consolidava sua importância como o principal mirante da cidade.
Na década de 50, o Morro do Imperador era o destino preferido para passeios contemplativos. 
A experiência de subir o morro naquela época era bem diferente de hoje:
Inaugurado em 1906, o Cristo já era um símbolo veterano em 1957. 
Diferente da estátua do Rio de Janeiro, o Cristo de Juiz de Fora foi um dos primeiros monumentos do gênero no Brasil.
Do alto, era possível observar o crescimento industrial de Juiz de Fora. 
Em 1957, a cidade vivia um auge de urbanização, e do mirante via-se o traçado da Avenida Rio Branco e o Rio Paraibuna serpenteando o vale.
O acesso ainda preservava muito da vegetação nativa e trilhas. 
Era comum que as famílias subissem para fazer piqueniques ou, como no registro da sua fotografia, para observar a cidade com binóculos, apreciando os detalhes dos bairros que começavam a se expandir.
A presença da avó materna de Rita Machado, Maria Elisa Vieira Sangenitt, no mirante, captura a essência daquela geração.
Como vemos na fotografia, o traje de Maria Elisa, um conjunto claro e sapatos de salto, reflete o costume da época, onde o passeio ao Morro do Cristo era um evento social que exigia certa elegância.
Documentar a visita ao morro era um ritual comum para as famílias tradicionais da cidade. 
O uso do binóculo nas mãos dela reforça o papel do morro como um local de descoberta e admiração pela "Manchester Mineira", como a cidade era conhecida.
O nome "Morro do Imperador" remete à visita de Dom Pedro II em 1861, que subiu ao cume para observar o traçado da Estrada União e Indústria. 
Em 1957, quase um século depois da visita imperial, o local já havia se transformado de um posto de observação estratégica em um ícone de lazer e fé para os juiz-foranos.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Rita Machado
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Certificado de Reservista do Meu Pai 
Certificado de 1ª Categoria de Luiz Simões Corrêa é um documento que atesta não apenas o cumprimento do dever militar, mas também o nível de instrução que ele recebeu.
O Que Significa "1ª Categoria"
Na estrutura militar brasileira, o reservista de 1ª categoria é aquele que recebeu instrução militar completa em um corpo de tropa ou estabelecimento de ensino militar. 
Isso significa que meu Pai passou por todo o ciclo de treinamento e estava plenamente apto a ser mobilizado em caso de necessidade nacional.
O 12º Regimento de Infantaria (12º RI)
Em 1938, o 12º RI era uma unidade de grande prestígio, conhecida como "Regimento Lomas Valentinas".
O ano de 1938 foi um período de intensa modernização no Exército Brasileiro. Poucos anos depois, muitos homens do 12º RI fariam parte do contingente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial.
O documento revela informações preciosas sobre Luiz Simões Corrêa aos 20 anos de idade:
O registro detalha características como a altura (1,68m), cor dos olhos e cabelos castanhos, e o nariz "aquilino".
O campo "Profissão" indica que ele trabalhava no Comercio, uma atividade vibrante em Juiz de Fora naquela época.
Ele nasceu em 19/11/1917 e o certificado foi emitido/registrado em 1941, consolidando sua passagem pelo serviço ativo iniciado em 1938.
Este documento é um "elo" fundamental. 
Ele conecta uma história individual ao contexto maior da cidade como um centro militar e comercial.
O carimbo da 12ª Circunscrição de Recrutamento (12ª C.R.) de Juiz de Fora e a data de 1941 mostram como a burocracia militar registrava a vida dos cidadãos juiz-foranos.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa 
98
Título de eleitor de Hugo de Andrade Santos, datado de 4 de dezembro de 1933 (conforme o registro de expedição), representa o início de uma nova era na democracia brasileira.
Embora o documento mencione a inscrição iniciada em 1930, o modelo que vemos na imagem é fruto do Código Eleitoral de 1932, criado após a Revolução de 1930.
Foi este modelo que introduziu o voto secreto e o voto feminino no Brasil.
Notem a assinatura de "Juiz Eleitoral" no documento. 
A própria Justiça Eleitoral foi criada em 1932 para garantir a lisura do processo, combatendo as fraudes da República Velha.
O Titular: Doutor Hugo de Andrade Santos
O documento traz detalhes biográficos preciosos:
Naturalidade: Juiz-forano, nascido em 9 de abril de 1883.
Atuar como Juiz de Direito em sua própria terra natal reforça sua relevância na estrutura social e jurídica da cidade na época.
Como mencionado por Beatriz Paiva, ele viveu em um casarão histórico na Avenida Barão do Rio Branco, 1883. 
A localização, ao lado do antigo Cine Excelsior, coloca sua moradia no coração do desenvolvimento urbano da Juiz de Fora antiga.
Zona Eleitoral: 57ª Zona de Juiz de Fora.
O número "1" no campo de ordem da inscrição sugere que ele foi um dos primeiros (ou o primeiro daquela série/seção) a se regularizar sob as novas leis da época.
A presença da fotografia, da impressão digital ("Polegar direito") e da "Fórmula dactiloscópica" eram inovações para evitar que uma pessoa votasse no lugar de outra, um problema comum no período anterior.
Este registro é um elo entre a história pública de Juiz de Fora e a história privada de uma das famílias ilustres. 
É fascinante notar que ele nasceu em 1883 e o número de sua residência na Avenida também era 1883 — uma coincidência numérica curiosa.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Beatriz Paiva 
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O Surgimento do Bairro e do Clube
Nos anos 50, o Bairro Bom Pastor ainda estava em seus primeiros anos de crescimento. 
Os moradores pioneiros formaram laços de amizade profundos, trabalhando juntos na construção da identidade do local.
A mesma mobilização que ergueu as obras da Igreja serviu para fundar o clube do Bairro. 
Ambos receberam o nome de "Bom Pastor", consolidando o centro da vida comunitária.
A organização do evento partiu dos jovens frequentadores do clube, que contaram com o apoio da Diretoria para realizar a celebração.
Sendo uma tradição indispensável, a quadrilha foi o ponto alto. Curiosamente, devido à fase de formação do Bairro, os ensaios aconteciam na própria rua, o que atraía a atenção e o envolvimento de todos.
O empenho dos moradores resultou em um grande sucesso, tornando-se o marco inicial das festividades juninas que viriam a se tornar tradicionais na região.
Os participantes aparecem com chapéus de palha e camisas quadriculadas (agora em tons vibrantes de verde e vermelho), típicos da caracterização "caipira" da época.
A presença de bandeirinhas coloridas cruzando o cenário e lanternas de papel confirma o clima festivo de uma quermesse de meados do século XX.
A disposição das pessoas em roda sugere justamente o momento da dança da quadrilha mencionado por Nelly Mattos.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Nelly Mattos  
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A Trajetória do Cabo Murillo de Macedo Moura (Relato de Bruno Formigão Nunes)
Este registro documenta a história de um combatente que partiu das fileiras de Juiz de Fora para a defesa do território nacional durante a Segunda Guerra Mundial.
Origem no 10º Regimento de Infantaria (JF)
O Cabo Murillo de Macedo Moura (conhecido na farda como Macedo) iniciou sua jornada militar no tradicional 10º RI, sediado no Bairro Fábrica, em Juiz de Fora. 
Naquela época, o regimento era o grande centro de formação de soldados mineiros, servindo tanto para o envio de tropas à Itália quanto para a reparação do efetivo das unidades que protegiam o Brasil.
Após sua passagem pelo 10º RI, o Cabo Macedo foi mobilizado para um Batalhão de Caçadores, unidades de infantaria leve conhecidas por sua agilidade e mobilidade. 
Sua missão foi estratégica: patrulhar a costa brasileira na região de Caravelas, na Bahia.
Esta era uma zona de guerra ativa. 
O litoral baiano sofria ataques constantes de submarinos alemães (U-boats). Caravelas possuía um campo de pouso vital para as aeronaves que caçavam esses submarinos, e a tropa de terra, onde o Cabo Murillo servia, era responsável por impedir desembarques inimigos e proteger as instalações.
Como Cabo Municiador, Murillo exercia uma função de alta responsabilidade técnica e física. 
O municiador era o suporte direto das armas coletivas (como metralhadoras pesadas ou peças de artilharia). 
Sua tarefa era garantir que o armamento nunca falhasse por falta de munição durante o combate ou nos intensos exercícios de prontidão sob o sol da Bahia.
Nome: Murillo de Macedo Moura
Patente/Guerra: Cabo - Municiador (Macedo)
Unidades: 10º RI (Juiz de Fora) e Batalhão de Caçadores (Defesa de Costa)
Local de Operação: Caravelas - BA
Fonte: Relato de seu neto, Bruno Formigão Nunes.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Bruno Formigão Nunes   
95
Memórias de JF: O 10º RI e a Vigilância na Costa Brasileira
A fotografia retrata uma guarnição de metralhadoras em treinamento ou operação de campo. 
Graças à colaboração de Bruno Formigão Nunes, pudemos dar nome a um desses heróis: o Cabo Murillo de Macedo Moura (o "Cabo Macedo"), que servia como Municiador.
Muitos associam os pracinhas mineiros apenas aos campos da Itália com a FEB, mas a guerra também foi travada em solo brasileiro. 
O 10º Regimento de Infantaria (10º RI), sediado aqui em Juiz de Fora, teve um papel duplo e fundamental:
Enviou soldados para recompor as tropas que lutavam na Europa.
Unidades como o 10º Batalhão foram deslocadas para pontos estratégicos do nosso litoral. 
O Cabo Macedo, avô de Bruno, fez parte desse contingente que patrulhou a região de Caravelas, na Bahia. 
Em uma época de incertezas e ameaças de submarinos do Eixo, esses homens garantiram a soberania das nossas águas e a segurança do nosso território, longe de casa, mas sob a mesma bandeira.
A imagem não é apenas um exercício estético. 
É uma forma de "trazer para perto" o olhar desses jovens soldados, permitindo que as novas gerações de Juiz de Fora reconheçam o sacrifício e a disciplina daqueles que nos antecederam.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Bruno Formigão Nunes   
94
Memória Militar 
O 10º RI e a Defesa da Costa Brasileira
Esta fotografia é um registro vivo da contribuição de Juiz de Fora para a segurança nacional durante a Segunda Guerra Mundial. 
Graças ao relato de Bruno Formigão Nunes, podemos identificar a trajetória de um dos militares que serviram nesse período: seu avô, o Cabo Murillo de Macedo Moura, conhecido na tropa como Cabo Macedo.
O Cabo Macedo integrava o Décimo Regimento de Infantaria (10º RI), sediado em Juiz de Fora, que foi peça-chave na preparação do efetivo da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Atuava como Municiador, posição estratégica e de alta responsabilidade nas guarnições de metralhadoras, garantindo a alimentação contínua do armamento em situações de prontidão.
Após a fase no 10º RI, ele serviu em um Batalhão de Caçadores designado para patrulhar a Costa Brasileira, especificamente na região de Caravelas, na Bahia.
A região de Caravelas era um ponto sensível de vigilância contra incursões de submarinos do Eixo, devido à sua proximidade com rotas marítimas e bases aéreas de patrulha.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Bruno Formigão Nunes   
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Do Muçungê ao Bairro Grama
Antigamente, a região onde hoje se localiza o Bairro era conhecida como Muçungê. 
Este nome, de raízes profundas na história local, descrevia uma área de características rurais e vegetação nativa exuberante antes da expansão urbana de Juiz de Fora.
A Era da Água São Luiz (Década de 1950)
Foi nesse cenário que a exploração das fontes minerais ganhou força. Na década de 1950, o local abrigava a produção da Água São Luiz. O acervo Fotográfico preserva registros dessa época, mostrando as estruturas originais das fontes, como:
Fonte Dona Cabrela: Uma das nascentes fundamentais da propriedade.
Fonte Luiz Barbosa: Outra nascente importante, destacada por suas propriedades "magnesianas" (ricas em magnésio), conforme indicavam as fachadas da época.
A Transição para Água Xuá
Com o passar das décadas e a necessidade de modernização da marca, a antiga Água São Luiz passou por um processo de rebranding. Em 1986, a empresa adotou o nome Água Mineral Xuá.
O nome "Xuá" foi escolhido por ser curto, sonoro e transmitir a ideia de leveza e pureza da água vinda das serras de Juiz de Fora.
Hoje, a Xuá é uma das marcas mais reconhecidas do setor em Minas Gerais, mantendo a tradição que começou lá atrás, no antigo Muçungê.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Aloysio Barbosa Gomes
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A história da Água Mineral Xuá remonta ao Bairro Grama, em Juiz de Fora, Minas Gerais, e tem suas raízes em um passado curioso e cheio de tradição.
O Local: Muçungê
Antes de ser conhecido como Bairro Grama, o local era chamado de Muçungê. O nome, de origem indígena, remete à vegetação rasteira e densa que cobria a região, uma característica marcante da área antes de sua urbanização. 
O Muçungê era uma área rural, com poucas casas e muita natureza, onde a vida seguia um ritmo tranquilo.
A Fonte Dona Cabrela
Foi nessa paisagem que, nos anos 40, uma figura se destacou: Dona Cabrela. Uma senhora conhecida na região por sua conexão com a natureza e por seu conhecimento sobre as plantas e águas locais. 
Diz a lenda que Dona Cabrela possuía um "dom" para identificar as propriedades curativas das águas, e ela costumava indicar uma nascente específica para quem buscava alívio para diversos males ou simplesmente queria se sentir melhor e mais saudável.
A nascente, que ficava em suas terras, ganhou fama e passou a ser conhecida como Fonte Dona Cabrela. 
As pessoas, ouvindo os conselhos de Dona Cabrela, passavam a beber daquela água e, surpresas com seus efeitos benéficos, espalhavam a notícia. A fonte tornou-se um local de peregrinação para quem buscava saúde e bem-estar.
A Década de 1950 e a Comercialização
Com o crescimento da fama da Fonte Dona Cabrela, a demanda pela água aumentou. Na década de 1950, um grupo de empreendedores, percebendo o potencial da nascente, decidiu comercializar a água. Assim, nasceu a Água São Luiz, um nome que fazia referência à fazenda onde a fonte estava localizada.
A Água São Luiz logo se tornou popular na região de Juiz de Fora, sendo distribuída em garrafas de vidro e, posteriormente, em galões de plástico. A empresa investiu em tecnologia e em rigorosos controles de qualidade, garantindo a pureza e as propriedades originais da água.
A Evolução para Água Xuá
Com o passar dos anos, a empresa buscou se modernizar e expandir sua marca. Em 1986, a Água São Luiz foi rebatizada como Água Mineral Xuá. O novo nome, curto e de fácil memorização, refletia a leveza e a pureza da água.
A Água Xuá consolidou sua posição como uma das principais marcas de água mineral da região, investindo em novos produtos, como água com gás, e em campanhas de marketing que destacavam seus benefícios para a saúde. A empresa também se comprometeu com a sustentabilidade, adotando práticas ecologicamente corretas em seus processos produtivos.
Hoje e Amanhã
Atualmente, a Água Xuá é uma marca reconhecida e respeitada em Juiz de Fora e região. A empresa continua investindo em inovação e em qualidade, buscando sempre oferecer o melhor para seus clientes. A história da Água Xuá, desde suas raízes na Fonte Dona Cabrela até sua evolução para uma marca moderna e sustentável, é um exemplo de como a tradição e a inovação podem se unir para criar um produto de sucesso e com propósito.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Aloysio Barbosa Gomes
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Chitãozinho & Xororó 
O Despertar no Cine-Theatro Central
Juiz de Fora foi palco de um momento profético para a música brasileira. 
Muito antes de "Evidências" se tornar um hino nacional ou de "Fio de Cabelo" quebrar as barreiras das rádios FM, os irmãos José Lima Sobrinho e Durval de Lima, conhecidos como Chitãozinho & Xororó, pisaram no palco do Cine-Theatro Central para um encontro sertanejo marcante.
Bastidores e Protagonistas
O evento foi fruto da visão de dois nomes importantes do cenário artístico local:
José de Barros: Responsável pela organização e contratação, trazendo novos talentos para o público juiz-forano.
Osmar França: O saudoso cantor, figura queridíssima na cidade, que também participou da viabilização desse encontro de vozes.
Na fotografia, vemos a dupla ainda muito jovem, com o visual clássico da década de 1970: as calças de "boca de sino" e os cabelos compridos que, anos depois, evoluiriam para o icônico corte mullet. 
A postura humilde e o foco nos instrumentos revelam o profissionalismo que já carregavam desde o início da carreira.
Registros como este, preservados, comprovam que Juiz de Fora sempre foi um termômetro cultural. 
Receber a dupla no Central antes da explosão meteórica que ocorreria nos anos 80 é um orgulho para a história da cidade e para a memória do nosso teatro.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Bruna França  
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Essa Fotografia é uma relíquia. 
A imagem nos transporta diretamente para a década de 1940, um período em que o Bairro Benfica consolidava sua importância como polo industrial e logístico da Zona Norte.
Esta fotografia de 1942 captura um momento cotidiano em frente ao antigo Posto de Fiscalização, localizado estrategicamente diante da Estação de Trem de Benfica. 
Mais do que um registro geográfico, a imagem eterniza rostos que fizeram parte da história viva do Bairro: ao centro, a jovem Zizi Garcia, acompanhada pelo rapaz Zé Miranda.
Naquele ano, enquanto o mundo vivia os sobressaltos da Segunda Guerra Mundial, Benfica pulsava ao ritmo da Estrada de Ferro Central do Brasil e do crescimento das vilas operárias. 
O Posto de Fiscalização era um ponto nevrálgico, por onde passavam mercadorias e pessoas que ajudaram a transformar o antigo distrito em um dos pulmões econômicos de Juiz de Fora.
A arquitetura simples do posto e a proximidade com a linha férrea reforçam a identidade Rodoviária e Ferroviária do bairro.
A presença de Zizi Garcia e Zé Miranda confere nome e humanidade à paisagem urbana de 84 anos atrás.
O vestuário e a atmosfera da foto são testemunhos fiéis do cotidiano juiz-forano na década de 1940.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Marcelo Cruz, (In Memoriam).
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Essa fotografia é uma relíquia preciosa do Centenário de Juiz de Fora (1950), capturando um momento de transição e orgulho para a cidade. 
O comentário da Wilma Trigo é o que os historiadores chamam de "memória viva", dando nome e alma aos rostos que, de outra forma, seriam apenas silhuetas no tempo.
O Sport Club Juiz de Fora (o nosso "Verdão da Avenida") sempre foi uma potência poliesportiva.
Ver as atletas do vôlei desfilando reforça a importância que o clube dava às categorias femininas em uma época em que o esporte para mulheres ainda enfrentava muitos tabus.
A identificação de Ivone Fortes, Fernanda Dutra, Édina e a própria Wilma Trigo transforma a imagem em um documento genealógico e esportivo. 
Saber que elas foram Vice-Campeãs Mineiras coloca esse desfile como uma celebração de uma conquista real, e não apenas uma participação protocolar.
Notem o calçamento e os trilhos dos bondes, que eram o pulsar do transporte público da época. 
O bonde só deixaria de circular em Juiz de Fora em 10 de Abril 1969, então em 1950 ele era o rei da avenida.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Helena Habel
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A legenda na foto indica um intercâmbio esportivo clássico. 
Juiz de Fora e Petrópolis sempre tiveram uma ligação muito forte, tanto pelo clima quanto pela proximidade geográfica e social.
Era comum que os clubes de "elite" da época (como o Sport e o Petropolitano) organizassem esses torneios amistosos, que eram verdadeiros eventos sociais, movendo as famílias e a sociedade das duas cidades.
O equilíbrio (4 a 5) mostra que o nível técnico era altíssimo.
A "Turma do Tênis" e a Estética de 1944
Observe o rigor da vestimenta que a colorização ajudou a destacar:
O "Branco Imaculado": O tênis era um esporte extremamente tradicional. Todos os atletas usavam roupas brancas obrigatórias, o que simbolizava a elegância e a etiqueta do esporte.
Notem as raquetes nas mãos dos atletas, incluindo a do seu pai. Eram raquetes de madeira, muito mais pesadas que as atuais, exigindo uma técnica de "puro braço" e precisão.
É notável a presença de várias mulheres na foto, indicando que o tênis no Sport Club era um dos esportes mais inclusivos da época, permitindo a participação ativa feminina em uma sociedade ainda muito restritiva.
A quadra de saibro do Sport (que aparecem com o tom terracota na restauração) eram referência no estado.
Em setembro de 1944, o mundo ainda vivia a Segunda Guerra Mundial (o Brasil já estava com a FEB na Itália). 
Enquanto o mundo estava em conflito, o esporte em Juiz de Fora servia como um refúgio de civilidade e convivência.
O fato de ser o pai de Helena Habel e poder estar ali, na "linha de frente" dos atletas, o coloca como parte integrante da elite esportiva da cidade naquela década. 
Ele viveu a era de ouro do Sport Club, quando o clube era o coração pulsante da Avenida Rio Branco.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Helena Habel 
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O Clube de Tiro, Caça e Pesca de Juiz de Fora (CTCPJF) é uma instituição que nasceu da tradição e do prestígio das elites locais da década de 1930.
Nesta fotografia, o Senhor Bernardo de Castro personifica o ideal do praticante de tiro da época: elegância e precisão.
Ele foi o motor por trás da criação do clube em novembro de 1937, unindo entusiastas das práticas de caça e tiro esportivo em uma Juiz de Fora que se modernizava rapidamente.
Note o traje formal (paletó risca-de-giz, gravata borboleta e chapéu) que era o padrão para as competições e encontros sociais no clube. 
O esporte, naqueles anos, era indissociável de um rigoroso código de vestimenta.
Fundado como um dos pioneiros no Brasil, o CTCPJF ocupava um lugar de destaque no calendário social da cidade.
O tiro ao pombo era a modalidade mais prestigiosa e comum na época da fundação. 
Era uma prática herdada das tradições europeias e considerada um teste máximo de reflexo e pontaria.
Historicamente, o clube esteve ligado a áreas que permitiam o isolamento necessário para a prática, sendo um ponto de encontro para a diplomacia e negócios locais.
Bernardo de Castro segura uma espingarda de canos paralelos (provavelmente uma calibre 12 de alta qualidade), ferramenta padrão para o tiro ao voo.
O Senhor Bernardo está sobre uma estrutura de madeira elevada, comum nos postos de tiro da época para garantir visibilidade e segurança.
Ao fundo, vemos outro cavalheiro acompanhando a atividade, evidenciando o caráter coletivo e social do evento. 
As palmeiras sugerem o clima e a vegetação típica das propriedades rurais ou clubes de campo da Zona da Mata mineira.
O registro foi feito na antiga sede do clube, localizada nas proximidades do antigo Parque de Exposições, no Jockey Club. 
Esta região era o centro das atividades de lazer e prestígio da elite juiz-forana na época.
Bernardo de Castro foi o visionário que, em novembro de 1937, fundou o CTCPJF. 
O clube é um dos mais antigos do Brasil e era nacionalmente conhecido pela prática do tiro ao pombo, modalidade de grande prestígio que exigia reflexos apurados e perícia técnica, conforme demonstrado pelo fundador sobre a passarela de madeira (pedana).
A imagem captura a infraestrutura original do clube, com suas cercas brancas e vegetação característica, situando o esporte no cenário de expansão urbana de Juiz de Fora em direção à Zona Norte.
Este documento visual é fundamental para entender como Juiz de Fora mantinha instituições de nível nacional já na década de 30. 
O CTCPJF não era apenas um local de esporte, mas um símbolo do status da "Manchester Mineira".
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Maria Jose Grippi
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Carnaval
Neuza Medeiros comentou: "Minha amiga Valdete, dona da foto, autorizou-me a compartilhar este registro com você. 
A imagem é do Carnaval de 1957 ou 1958, e o Rei Momo que nela aparece chamava-se Pimpinela.
Trabalhei na restauração desta fotografia pois, embora estivesse danificada, ela possui um imenso valor histórico para Juiz de Fora."
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Neuza Medeiros 
85
Carnaval de 1920
O jovem senhor veste um terno claro com debruns (bordas) contrastantes, um estilo muito comum para os blocos de elite e passeios de automóvel. 
O quepe complementa o visual de "clube naval" ou náutico, muito em voga na época.
O acúmulo de serpentinas aos pés e sobre o banco sugere que ele estava em um momento de pausa após o "Batalhão de Confete", uma prática onde grupos se enfrentavam jogando confetes e serpentinas uns nos outros.
O objeto que ele segura é o icônico lança-perfume, geralmente da marca Rhodia.
Naquela década, ele não era proibido; era um item de luxo indispensável.
Borrifava-se um jato gelado e perfumado (à base de cloreto de etila) no pescoço ou nos lenços das moças para causar uma sensação de frescor e leve euforia.
O Carnaval de 1920 foi particularmente significativo porque o mundo ainda estava se recuperando da Gripe Espanhola (1918) e do fim da Primeira Guerra Mundial. 
Havia um desejo explosivo de celebrar a vida.
A cidade vivia o auge do seu poder industrial. 
O Carnaval era dividido entre os desfiles de grandes sociedades (com carros alegóricos luxuosos) e os "corsos" (desfiles de carros abertos pela Rua Halfeld).
A anotação "Carnaval de 1920 - Juiz de Fora" transforma a foto em um documento histórico georreferenciado. 
Naquela época, era comum que as fotografias fossem impressas em papel de cartão-postal para que o folião pudesse enviar para parentes em outras cidades, exibindo sua "fantasia" e sua participação na festa.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Elton Belo Reis
84
Residência na Região do Bairro São Pedro
Nicia Moller comentou: São 2 cachoeiras, abaixo da primeira tinha um Moinho esta é a cachoeira de cima e meus avós moravam na casa ao lado direito delas, minha infância, férias foram neste paraíso (como eu enxergava), mas a poluição tomou conta e só temos lembranças e de que um dia estas águas voltem à vida
Provavelmente década de 1950 ou 1960
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Nicia Moller 
83
Rua Santa Rita
Humberto Rodrigues de Sá, (In Memoriam). comentou: Na foto estão 11 dos 37 netos que os meus avós maternos, Francisco de Paula Horta Rodrigues e Maria da Glória Horta Rodrigues, tiveram! 
É uma pena que a casa dos meus avós maternos não exista mais!
Carnaval de 1958 ou 1959.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Rodrigues de Sá, (In Memoriam).
82
Flamenguinho do Futrica foi o celeiro de muitos talentos e amizades que duram décadas.
O Estádio Procópio Teixeira (Sport Club)
Em 1960, o estádio era um dos corações esportivos de Juiz de Fora.
Jogar lá era o sonho de qualquer garoto. 
A estrutura era imponente para a época, e o gramado do Sport via passar desde os craques do profissional até a "garotada do Futrica" em preliminares emocionantes.
Os domingos no estádio eram eventos familiares completos, onde o futebol de base era tão respeitado quanto o jogo principal.
O bar continua sendo o quartel-general dessa memória. 
É o ponto de resistência onde os nomes dos jogadores, como esses que o Carlos Cesar de Lima ajudou a identificar, ainda ecoam.
Você ter começado logo após essa foto de 1960, levado pelo Ademir, mostra como a rede de amizades do Estadual (o Colégio Estadual de Juiz de Fora) alimentava os times da cidade.
A conexão com o Estadual é forte. 
Muitos ex-alunos daquela virada de década (50/60) mantêm grupos de veteranos.
Naquele ano, Juiz de Fora vivia uma efervescência esportiva única. 
Fotografias desse período no Sport Club revela:
As chuteiras de cano alto e travas de couro.
Os meiões de lã que pesavam o dobro quando chovia.
O contraste do uniforme rubro-negro do Flamenguinho contra o verde do Procópio Teixeira.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Carlos Cesar de Lima 
81
10° Regimento de Infantaria atual 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha,(10º BIL). 
Reinaldo Franchini Servindo ao Exército Brasileiro em 1940. 
Acervo Família Franchini.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Fotografia doada ao Blog Mauricio Resgatando o Passado a Historia de Juiz de Fora.
80
Equipe de futebol do Sport Clube Benfica 
Alex Eiterer comentou: Alex é o goleiro, segundo em pé da esquerda para direita.
Provavelmente década de 1960
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Alex Eiterer
79
Bairro Mariano Procópio 
Equipe de vôlei feminino da Clube Marianinho em 1977
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Alex Eiterer
78
Bairro Borboleta 
Alex Eiterer comentou: Equipe de futebol de salão da academia do Alex estou de pé ao lado de Itamar Franco, na quadra da escola do Bairro 
Identifiquei o Prefeito Tarcísio Delgado e o saudoso Prefeito Agostinho Pestana 
Vicente De Paulo Clemente Comentou: Sim, com certeza. Além do Alex e Itamar Franco, Agostinho Pestana, o Vereador José Gasparette, Antônio Relojoeiro e os craques: Jorge Cagliaro, Ted, Paulinho, irmão do Vicente Formiguinha e o Edward Cachacinha...
Década de 1960 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Alex Eiterer
77
Luta de Tele catch
Estádio do Sport Club Juiz de Fora 
Alex x El Chasques,(Juiz Crespinho).
Natal de 1980. 
Segundo o Corpo de bombeiros haviam mais de 10 mil pessoas presentes.
Essa é uma recordação histórica incrível! A luta de Telecatch em Juiz de Fora foi um dos grandes fenômenos de massa da cidade naquela época. O evento que você descreveu — Alex vs. El Chasques — é um marco da cultura popular local.
O Telecatch, (luta livre coreografada), vivia seus últimos anos de auge na televisão, mas ainda arrastava multidões em exibições itinerantes pelo interior do Brasil. 
Em 25 de dezembro de 1980, o Estádio Procópio Teixeira, (do Sport Club Juiz de Fora), recebeu o que muitos consideram o maior público para um evento desse tipo na região.
O campo e as arquibancadas ficaram completamente lotados, confirmando o sucesso do "esporte-espetáculo" na cidade.
Alex (o "Bárbaro" Alex): Era um dos grandes ídolos do ringue. Conhecido por seu porte físico e agilidade, ele frequentemente assumia o papel de "mocinho" (o herói) que enfrentava vilões estrangeiros ou trapaceiros.
El Chasques: Um personagem clássico, muitas vezes apresentado como um lutador estrangeiro (peruano ou argentino) com estilo "sujo", feito para despertar a fúria do público.
Juiz Crespinho: Figura icônica e cômica das lutas. Crespinho era famoso por ser um juiz parcial ou "atrapalhado", que muitas vezes apanhava dos lutadores ou fingia não ver as trapaças, o que gerava enorme interação com a plateia.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Alex Eiterer
76
Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Eu, Mauricio recebendo o Diploma da 4° Serie Primária das mãos do Senhor Filinto e da Professora Dona Celi em 1975.
Diploma este da Escola Estadual Almirante Barroso.
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa 
75
Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Eu, Mauricio Recebendo a 1º Eucaristia
Acredito que o ano foi 1975
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa 
74
Escola Estadual Almirante Barroso
Eu, Mauricio me preparando para a Primeira Comunhão.
Acredito que o ano foi 1975
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa 
73
Bairro Nova Era 
Eu, Mauricio com minha Sobrinha Nuncia no Quintal nos fundos de minha Residência
Acredito que o ano era 1974
Estava com 13 anos
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa 
72
Bairro Nova Era 
Eu, Mauricio no Quintal nos fundos de minha Residência
Acredito que o ano era 1974
Estava com 13 anos
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa 
71
Bairro Benfica 
Eu, Mauricio na casa em que morávamos na esquina das Ruas Paulo Garcia com Henrique Dias Próximo aos correios em 1967, estava com 06 anos.
Infelizmente esta casa foi demolida.
Fotografia de extraída de um Monóculo.
Acervo: Mauricio Lima Corrêa
70
Lembrança Escolar 
Alunas do Colégio Stella Matutina 
Humberto Ferreira  Comentou: Aluna N° 06 e Zilah de Andrade Santos.
Data Provável 1925/1926
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
69
Pintores do Núcleo Antônio Parreiras em 1934
Thereza Lalá de Paula comentou: e nosso avô Sylvio Aragão está sentado no muro
Lucas Marques Do Amaral comentou: Recebi esta sim. Caso a família possua outras, do mesmo gênero,
Nesta foto identifiquei, da esquerda para a direita, o primeiro Carlos Gonçalves, o segundo Sylvio Aragão o quarto Américo Rodrigues.
Os outros dois me parecem ser: Marcos de Paula e José Felício de Paula.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Thereza Lalá de Paula
68
Lembrança Escolar 
Jardim de Infância Mariano Procópio
Rita Machado Comentou: Jardim de Infância Mariano Procópio, na Avenida dos Andradas em Agosto de 1972 
Minha foto aos 06 anos de idade.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Rita Machado
67
Bairro Bairú
Praça da Baleia em 1952
Uilmara Machado de Melo Comentou: Prefeito Olavo Costa foi eleito prefeito de JF em 1950 e 1958, pelo Partido Social Democrático). Nossa, esta parte do Bairú nem tinha construções direito!... Sensacional esta foto!!! 
Eu conheci esta “Pracinha” (chamada, popularmente, de Praça da Baleia) com esta pintura; depois, pintaram-na de azul e, hoje ela está cheia de pedras portuguesas (ou pastilhas?) nas cores: verde (em dois tons); branca e bege (se não estou enganada, o novo design foi feito pelo artista plástico, Ricardo Barcellos - que tem vários trabalhos espalhados pela cidade.
corrijam-me se eu estiver errada!). Gostaria de saber de quem é autor do monumento!
Mauricio Lima Corrêa Respondendo a Uilmara! A "Baleia": O monumento foi construído pela equipe técnica da prefeitura naquele período. Na década de 1960, era comum que jardins públicos tivessem elementos lúdicos e chafarizes interativos, o que explica o sucesso da baleia com as crianças da época, que brincavam no laguinho (hoje desativado).
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Regina Cavalieri
66
Avenida Presidente Getúlio Vargas
Ônibus da empresa Turi
Caio bossa nova Scania Vabis
Fabricação 1964, linha Rio-Belo Horizonte com parada em juiz de  Fora
Em frente a Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas em Janeiro de 1966.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Adão Lucio Souza 
65
Casa Flor Da Primavera
Armazém do Senhor Manoel Pereira Pinto
Ana Lucia Pereira Rocha comentou: Bairro Bonfim
Hoje Rua Barão do Retiro
Armazém próximo à Igreja Santa Rita de Cássia
Décadas de 1930 a 1960
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha 
64
Jose Weiss Futuro Proprietário da Cervejaria Jose Weiss Com 8 Meses de idade em 1916
Foi um dos maiores empresários, que sem duvida que a cidade de Juiz de Fora possuiu e muito contribui para o crescimento da mesma.
Nelson Weiss, (In Memoriam), Filho de Jose Weiss comentou: Poxa Mauricio, esta nem eu tenho, legal.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
63
Bairro Santa Terezinha 
Rua Américo Lobo - 171
Próxima da Ponte de Santa Terezinha
Lourdinha Capute Comentou: Minha casa quando foi construída  em 1948.
Meu pai, José Corrêa Pinto, era Agente da Rede Ferroviária Central do Brasil no Bairro Mariano Procópio.
Este morro ao Fundo foi construído o Colégio Sebastião Patrus de Souza.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Lourdinha Capute
62
Avenida Barão do Rio Branco
Equipe de Tênis do Sport desfilando no Centenário de Juiz de Fora em 1950.
Podemos ver ao fundo a Mechanica Mineira,( Demolido), Para dar Lugar ao Terminal Rodoviário Régis Bittencourt, Inaugurado em Maio de 1964.
Atual Prédio da Cesama.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Helena Habel
61
Industrial Mineira Foot-Ball Club 
Fundado em 1919
O Industrial Mineira Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade de Juiz de Fora (MG). O Tricolor Mariano Procópio e/ou “Campeão do Centenário” foi Fundado na quarta-feira, do dia 08 de Janeiro de 1919, por funcionários da Indústria de Fiação e Tecelagem Mineira.
A sua Sede e a Praça de Esportes, ficava localizado na Avenida dos Andradas, s/n, no bairro de Mariano Procópio, em Juiz de Fora. As suas cores (uma homenagem a bandeira da Grã-Bretanha): vermelho, azul e branco.
Em 1919, ingressou na Sub-Liga Mineira de Desportos Terrestres (SLMDT) de Juiz de Fora. Três anos depois, o Industrial Mineira foi campeão do Centenário do Campeonato Citadino de Juiz de Fora, em 1922. Nos Segundos Quadros se sagrou Tricampeão Citadino em 1922, 1923 e 1924. Nos terceiros Quadros ficou com o vice-campeão em 1923 (perdeu a final para o Sport Club Juiz de Fora por 3 a 1).  
Elenco do 1º Quadros – Campeão do Centenário de 1922: Durval Gama, Eduardo Xavier, Albino Amaro, Acyr, Alencar Martins, Guilherme Bragança, João Dore, João Acione, João Xavier, Francisco Gomes, Álvaro E. Varsal, Francisco José Lopes, Verydomar Bechtlufft, José C. Maranhas.
Foto rara do ano de 1928
FONTES: Pharol (MG) – A Noite (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Site Toque de Bola – Museu Mariano Procópio – Livro “A Epopéia dos Vencedores” de Halber Alvim Pedrosa
Fotografia trabalhada e Restaurada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Cleber Franck Pessoa
60
Formatura do Primário de Maria de Fátima Aragão de Paula (Pinheiro), Grupo Escolar Delfim Moreira, Juiz de Fora, em 1964.
Fátima Aragão Paula Pinheiro comentou: Penso ser o Professor Panisset me entregando o diploma, mas não tenho certeza, e também não me recordo do nome da Diretora que está na foto, se alguém puder ajudar?
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Fátima Aragão Paula Pinheiro
59
José Weiss e Família
Rogério Gomes Comentou: José Weiss, seria sucesso na cidade na década de 1920 e 1930, tornando-se ponto de encontro de imigrantes alemães e seus descendentes
Grandes eventos foram realizados no grande pátio da cervejaria
Entre eles, uma homenagem ao governador de Minas, Antônio Carlos Andrada
Em volta da cervejaria, foram construídos um grande salão de festas para bailes e parque de diversão, com roda gigante e pista para boliche
Mais tarde ainda foi construído no terreno da fábrica o Hipódromo Juiz de Fora, transformado em velódromo do Cicle Club Juiz de Fora, e o estande de tiro do Revólver Club
Data não informada
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Rogério Gomes, (In Memoriam).
Homenagem ao Prezado Amigo Nelson Weiss, (In Memoriam). 
58
4° Esquadrão de Cavalaria em 1922
Sebastião Pinheiro da Silva comentou: Presença do meu saudoso Pai Jose Pinheiro da Silva.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Sebastião Pinheiro da Silva 
57
Praça Antônio Carlos
Regina Cavalieri comentou: foto do papai na antiga Praça Antônio Carlos, antes da construção da Avenida Independência atual Avenida Presidente Itamar Franco
Veja a Escola Normal ao fundo em 1951
Meu pai é Walter Cavalieri, está com 93 anos atualmente e reside em Belo Horizonte.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Regina Cavalieri
56
Casal atravessando o Rio Paraibuna após a Cerimônia Religiosa do Casamento
Gilson Martins Moraes comentou: esta foto foi tirada, após a Cerimônia Religiosa do Casamento de Gilson Martins Moraes e Ivone Barroso Moraes, realizada, no dia 04de Abril de 1970, às 17:30 h, na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, pelo Cônego Miguel Falabella.
Os noivos atravessaram o Rio Paraibuna, para a residência da família da noiva, em frente ao antigo Matadouro Municipal, Vila Ideal (JF/MG). Detalhes: alguns convidados e padrinhos, fizeram uso, também, da embarcação, monitorada pelo cunhado da noiva "Zezinho" (in memoriam); não houve registro de alguém ter caído na água!
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Fotografia enviada por Uilmara Machado de Melo Gonçalves
Acervo: Gilson Martins Moraes e Ivone Barroso Moraes
55
Recebimento de Diploma da quarta Serie Primaria
Na Fotografia Mauricio recendo o Diploma, Professora Celi, Senhor Filinto, Elizabete Tomaz Tomaz, e Professora Lucimar Andrade.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa
54
Bairro Nova Era 
A então Paraquedista Margarida, aluna da Escola de Paraquedismo Águia de Ouro,   posando para a Fotografia antes de embarcar na Aeronave P-A20 para o Salto, em 25 de Abril de 1973.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Margarida Maria Coitines
53
Bairro Nova Era 
Aero Clube de Juiz de Fora 
A então Paraquedista Margarida, aluna da Escola de Paraquedismo Águia de Ouro, no interior PT-19, este Avião era usado para Acrobacias, em 25 de Abril de 1973.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Margarida Maria Coitines
52
Bairro Grama
Água Mineral Natural São Luiz
Fonte Dona Cabrela 
O local era chamado de Munçunge
Atualmente é água Xua
Década de 1950
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Aloysio Barbosa 
51
Museu Mariano Procópio
Rose Aragão comentou: Meu Avô Silvio Aragão, pintando uma tela, no Museu Mariano Procópio em 1964
Sylvio Ribeiro Aragão, Pintor, Professor, Restaurador, e um dos fundadores do Núcleo Antonio Parreiras, hoje Associação de Belas Artes Antônio Parreiras.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Rose Aragão
50
Rua Marechal Deodoro - 174
Esta Loja foi reformada antes de ser a Casa Orion.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
49
Casa Orion nos seus Primórdios com proprietários e Família
Na porta da esquerda , funcionário Zenon
Na porta do meio os três filhos do casal Turolla
A saber da esquerda para direita: Eny, Odone e Rosalina
Na porta da direita o casal Turolla: Senhora Dolores Villar Turolla e Victorio Turolla
Rua Marechal Deodoro - 174
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
48
Orquestra Aquarela de 1960 a 1970
É uma lembrança do tempo em que as orquestras faziam sucesso
Essa orquestra era regida pelo Maestro Patrocínio da Polícia Militar.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Nazath Carvalho
47
Festa Junina
Nelly Mattos Comentou: Ainda nos seus primeiros anos, crescia o Bairro Bom Pastor. 
Seus primeiros moradores se tornaram amigos. 
Trabalharam, ao mesmo tempo, nas obras da Igreja e do clube, tendo recebido ambos o nome do bairro.
Os jovens frequentadores do clube logo deram jeito, junto com a Diretoria, de organizar a primeira festa junina
A quadrilha não poderia faltar!!! 
Os ensaios eram na rua mesmo e o sucesso foi grande!
A foto aqui estão, para comprovar.
Década de 1950
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Nelly Mattos
46
Cristina Bittencourt comentou: Helena Bittencourt coroada Rainha do centenário de Juiz de Fora em 1950.
O último a direita é seu irmão José Maciel Bittencourt.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Cristina Bittencourt
45
Um dos caminhões da Frota do Senhor Octávio Kirchmair
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Humberto Ferreira 
44
Loja japonesa Tókio Urata
Thereza Lalá de Paula comentou:22 de outubro de 1941
Juiz de Fora- MG, Loja japonesa Tókio Urata, de vendas de brinquedos e etc.
A seta indica nosso pai Gilbert Mouty de Paula, então com 14 anos de idade
Começou a trabalhar na loja, em Agosto de 1941 e foi até Janeiro de 1942, quando o cidadão japonês Tókio Urata foi preso, devido a Segunda Guerra Mundial e por estar na Lista Negra Americana. Nosso pai voltou a trabalhar nesta loja, em Setembro, Outubro e Novembro de 1942
Provavelmente a loja não funcionou em 1943 e 1944, pois foi depredada pela massa popular indignada pelo afundamento brutal de cinco navios nacionais, nas costas da Bahia, conforme oficio policial, de 1943
Nosso pai voltou então a trabalhar nesta loja, em Janeiro e Fevereiro de 1945
Não trabalhou nos meses de Março, Abril e Maio voltando em Junho do mesmo ano, de 1945, e ficou até Fevereiro de 1947.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Thereza Lalá de Paula 
43
Data não informado
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Gloria Magalhães
42
Parque Halfeld 
Altair Cabral Comentou: Da esquerda para a direita:  Almir, (falecido), eu Altair Cabral, Adair Cabral e Catharina Marta Cabral, aproximadamente o ano de 1952.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Altair Cabral
41
Mais um registro Histórico fotográfico da antiga FEEA.
Trata-se da inauguração das casas do Antigo IPASE
Neste número 105, morava Senhor Jacy de Assis, sua esposa Olinda de Assis,(Dona.Nininha), com os seus 9 filhos: Itamar, Wilmar, Jucimar, Edimar, Gilmar, Elimar, Cizinho, Luzimar e Claudinei.
Data não informado
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Maria José Silvério De Assis Silvério 
40
Bairro Barreira do Triunfo
Primeira Escola do Bairro
Carlão Miranda comentou: A informação é que faz parte do álbum "Cópia das fotografias enviadas ao Serviço Geográfico do estado de MG em 1939", segundo o MAPRO.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Museu Mariano Procópio.
39
Escola Rural Mista
Primeira Escola do Bairro
Solange Pereira Gama comentou: Esta foto e de meu primo Pepp Assis: Esta foto é outra raridade
E a primeira Escola da Barreira
Acho que é essa que falam que era a Escola da Dona Cira Guedes Guimarães
Esta Escola depois foi a casa da Dona Heroína, que hoje também não existe mais
Na foto podemos encontrar vários antepassados nossos que estudavam nesta época em que Julieta de Assis já era a professora
Eu não cheguei a conhecer este casarão
Julieta era uma senhora que eu chamava de tia. Ela faleceu com mais de 90 anos
Agora fui descobrir ela era minha prima.
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Solange Pereira Gama 
38
Bairro Barreira do Triunfo
Solange Comentou: Meu avô ajudou a construir
Data não informada
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Solange Pereira Gama  
37
Bairro Barreira do Triunfo
Coreto do lado da primeira Igreja da Barreira que era no cemitério
Solange Pereira Gama comentou: Das três meninas da frente minha Mãe era a do meio, Dulce de Souza Silva
Data não Informado
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Solange Pereira Gama  
36
Data não informado
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Solange Pereira Gama  
35
Equipe juvenil do Esporte clube Benfica.
Em pé : Da esquerda para direita.
Ademir, (Dil), Mauro (Saneia), Barreto, Sebastiao,(Tião), 
Misael, Varinaldo, (Piriá), Quico, Eduardo, Américo Pacheco.
Agachados : Da esquerda para direita 
Zeze Raul, Fernando, Mauro 
Tau, Wanderlei, (Derlei) e Hilário.
E mais alguns atletas que não aparecem na foto.
Aproximadamente entre 1964 a 1967.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauro Jesus Fonseca
34
Acrobatas Alemães- "Zugspitz Artisten"
Datas Prováveis entre 1956/1958
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa
33
Senhor, Hélio à esquerda era o motorista tendo como Cobrador o então chamado de "Mané Capeta" à direita em 1957.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Gláucia Guedes
32
Sílvios Restaurante parada obrigatória de Ônibus Estaduais.
Podemos ver a Plataforma de embarque e desembarque de Passageiros e Viajantes.
Era localizado onde hoje esta as Instalações do Supermercado ´Pais & Filhos.
Década de 1970.
Fotografia trabalhada em Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa
31
Grupo de Jovens que faziam parte de conjuntos de Bossa Nova, o Samba lanço, e de Rock, o Homens Som 4
Década de 1960
Acervo: Beatriz Coelho Silva 
30
Identifiquei de pé da esquerda para direita: Alzira ou Suely Siano, Luzia Siano, Mudinho, Fatima Resende e Cida Resende
Agachadas da esquerda para direita, Sandra Hellen e Irmã da Helen
Podemos ver ao Fundo a Capela Nossa Senhora das Graças e a caixa Caixa D'água da IMBEL.
Final da década de 1970 ou inicio da década de 1980.
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Sandra C Dias Dias
29
Recordação escolar de Regina Célia de 1960. 
Acervo de Regina Célia Couto da Silva.
28
Paraninfa: Neuza Maria da Silva em 1980. 
Acervo: Marília Campos Baumgratz
27
Margarida e seu pai Theodorico Álvares de Assis na formatura em Contabilidade pela Escola Técnica Machado Sobrinho  
Década de 1950. 
Acervo: Margarida Maria Assis de Oliveira Ferraz.
26
Recordação escolar de Elza de 1957. 
Acervo:  Elza da Silva Brugger
25
Maria da Conceição Prazeres, (Tuca), em 1948. 
Acervo: Maria da Conceição Prazeres.
24
Anna Maria Costa comentou: Minha Mãe Sylvia, nascida em Fevereiro de 1920  
Na Fotografia: Sylvia, Adib e Nagla.
Na foto ela tinha 16 anos 
As crianças na foto são sobrinhos dela
Nascidos em 1928 e 1930, a foto é de 1936
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Anna Maria Costa 
23
A  Fábrica da Coca Cola Funcionou na Avenida Barão do Rio Branco - 1365.
Embaixo da Arquibancada do Sport Clube Juiz de Fora 
Na Fotografia, Eurico Ferreira Chefe de Vendas da Fábrica 
Data Provável, década de 1960.
Acervo: Humberto Ferreira 
22
Bairro Barreira do Triunfo
O Saudoso Padre Jaci, (in memoriam).
Prováveis catequistas e a Primeira Comunhão ou Primeira Eucaristia, o ato religioso da Igreja Católica no qual é celebrada a primeira vez que a criança cristã irá receber o Corpo e o Sangue de Cristo.
Provavelmente final da década de 1960
Acervo: Mc Christina
21
Água Mineral Natural São Luiz
O local era chamado de Munçunge
Atualmente é água Xua
Década de 1950
Acervo: Aloysio Barbosa
20
Bairro Grama
Água Mineral Natural São Luiz
Fonte Dona Cabrela
O local era chamado de Munçunge
Atualmente é água Xua
Década de 1950
Acervo: Aloysio Barbosa
19
Festa Junina no Sport Clube de Juiz de Fora em Junho ou julho de 1957
Colorizada por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Tetê Alencar
18
Maria José Monteiro Zezé comentou: Me parece ser a grande artista plástica de Juiz de Fora Katarina Zelentesef moradora do Bairro Bom Pastor!
Possui pintura em tela no Museu Mariano Procópio.
Pintou um retrato de meu pai e um meu também que me presenteou no meu casamento em 1954.
Humberto Rodrigues de Sá comentou: Maria José Monteiro Zeze Poderia ser a tal pintora Russa que morou no Bom Pastor, que fez sua pintura por ocasião do seu casamento!
Data não informado 
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo 
17
Bairro Bom Pastor
Maria José Monteiro Zezé comentou: Me parece ser a grande artista plástica de Juiz de Fora Katarina Zelentesef moradora do Bairro Bom Pastor!
Possui pintura em tela no Museu Mariano Procópio.
Pintou um retrato de meu pai e um meu também que me presenteou no meu casamento em 1954.
Humberto Rodrigues de Sá comentou: Maria José Monteiro Zeze Poderia ser a tal pintora Russa que morou no Bom Pastor, que fez sua pintura por ocasião do seu casamento!
Data não informado 
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo 
16
Provavelmente década de 1950
Acervo: Simón Eugénio Sáenz Arévalo
15
Arnaldo Parpinelli comentou: Recebendo o diploma entregue pelo excelente professor Fernando Rainho.
Acervo: Arnaldo Parpinelli
14
Fotografia tirada em Juiz de Fora 20 de Agosto de 1964.
Paulo Roberto comentou: A Locomotiva - 725 é uma Alco-Consolidation
A mesma expressa a harmonia entre os ferroviários. 
Conheci todos estes heróis, Maquinistas, Guarda-Freios, Chefe de trens, Mecânicos e Eletricistas da famosa Central do Brasil
O meu saudoso pai PAULO BAHIANO DE OLIVEIRA, é o 2º no chão, na frente da Maquina, da esquerda para a direita, camisa branca, gravata e boné.
Acervo: Paulo Roberto
13
Marise, Vânia, Nilda, Ana Lúcia, Ricardo, Wilson, Jadil em 1968
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
12
Praça do Bairro Bonfim
Vania, Nilda, Ana Lúcia, Jadil, Marise, Wilson, Ricardo em 1968
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
11
Praça do Bairro Bonfim
Ricardo, Ana Lúcia, Nilda, Jadil, Marise, Wilson, Vânia em 1968
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
10
Ana Lúcia, Luiz e Nilda em 1964
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
09
Luiz Sampaio Rocha e amigos em 1947
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
08
Avenida Presidente Getúlio Vargas
Luiz Sampaio Rocha e amigos em 1947
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
07
Luiz Sampaio Rocha e um amigo em 1949
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
06
Rua Halfeld
Luiz Sampaio Rocha e amigos em 1942
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
05
Bairro Bonfim
Pedro, Arlete, Manoel Pereira Pinto, Luiza, Ângela, Cleuzair Pereira Rocha, Lúcia, Maria de Lourdes Pereira Fusturath em 1952
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
04
Luiz Sampaio Rocha e um amigo em 1949
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
03
Carnaval
Luiz Sampaio Rocha e um amigo em 1949
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha
02
Carnaval
Luiz Sampaio Rocha e um amigo em 1949
Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha

01

Parque Halfeld

Luiz Sampaio Rocha e amigos em 1943

Acervo: Ana Lucia Pereira Rocha




 

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